A Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) tenta localizar o homem que estava com uma jovem de 17 anos, encontrada morta ontem, pouco depois das 11 horas, em um terreno baldio da Rua Padre Conrado, no Jardim Integração. A vítima, a princípio, teria sido assassinada por estrangulamento após, supostamente, ter mantido relações sexuais com o autor. A polícia tratava o caso como homicídio. No entanto, no início da noite, o delegado Márcio Garcia Murari recebeu informações de que a garota, segundo médicos legistas, não tinha nenhum sinal de violência. “É morte suspeita e, para saber a causa, teremos que aguardar exames mais apurados”, disse o delegado.
Com base nas informações de duas testemunhas, a polícia apurou que o casal entrou em uma vala de mais de um metro de profundidade, com cerca de um metro de largura e 20 metros de cumprimento, aberta para a construção de um muro de arrimo. O ajudante FCS, 25, que trabalha em uma casa próxima, disse que ao sair para almoçar se deparou com o casal mantendo relações sexuais no interior da vala. Ele voltou para a casa e avisou o mestre de obras JAM, 38, que, preocupado com a possibilidade da cena ser presenciada por estudantes de uma escola que fica em frente ao terreno, resolveu ir ao local pedir para o casal sair.
Ao caminhar em direção à vala, o mestre avistou um homem negro, estatura mediana, aparentando 30 anos, trajando camiseta azul clara e bermuda jeans, sair do local. Ao se aproximar do buraco, ele percebeu que a jovem poderia estar morta e gritou para o ajudante segurar o suspeito, mas este pegou uma bicicleta e fugiu. Bombeiros compareceram ao local dos fatos e constataram a morte.
O corpo da jovem, que não portava documentos, foi removido para o IML (Instituto Médico Legal), onde, após sete horas, médicos chegaram à conclusão de que ela não tinha nenhum sinal de agressão. O reconhecimento ocorreu após intenso trabalho da DIG para localizar familiares.
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