Os táxis clandestinos continuam circulando nas ruas de Franca. Segundo matéria divulgada pelo Comércio em maio deste ano, cerca de 70 pessoas sem autorização competem com os 220 taxistas legalizados, segundo a Prefeitura. Mesmo assim, o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, garante que a Guarda Civil Municipal está empenhada “24 horas” no combate ao transporte clandestino. Os profissionais legalizados contestam a afirmação. A última apreensão de táxi clandestino foi realizada na madrugada de segunda-feira, e teve início em uma abordagem da Polícia Militar. Um motorista de 25 anos foi detido e pagará multa de R$ 1.035,50, além de responder a inquérito por exercício ilegal da profissão.
Por volta das 2 horas de segunda, policiais militares faziam bloqueio na rua Reynaldo Chioca, no Parque Progresso. Na fiscalização rotineira, o motorista RTC, 25, morador nas proximidades e que conduzia um Classic Life preto, foi abordado. Inicialmente, os PMs detectaram irregularidades no lacre da placa traseira, na numeração dos vidros e adulteração no penúltimo número do chassi.
Dentro do carro, foram encontrados um rádio comunicador e um rádio HT, equipamentos utilizados por taxistas credenciados. “A averiguação da exploração do transporte de táxi, que tem uma licença expedida pela Prefeitura, cabe a seus órgãos”, disse o capitão Max Wilson, comandante da 1ª Companhia da PM.
Guardas municipais foram comunicados imediatamente e tomaram providências quanto à punição e registro do caso. Além do inquérito da apreensão do veículo, está aberto na Polícia Civil investigação sobre o exercício ilegal da profissão. A multa de R$ 1.035,50 deve ser enviada nos próximos dias ao acusado. “Hora que ele ver a multa, vai arrepiar os cabelos da cabeça. Se é que ele tem”, brincou Sérgio Buranelli.
Quando o táxi é clandestino, o veículo fica dez dias apreendido no Pátio Modelo, sem poder ser retirado. Caso haja reincidência, o “gancho” é de 60 dias. “Se o cara é pego hoje e eu libero amanhã, ele vai dar risada de nós”, completou o secretário. O processo é respondido em liberdade.
FISCALIZAÇÃO
Táxis clandestinos não possuem placas vermelhas nem taxímetro. Mesmo assim, andam com luminosos no teto e com rádios comunicadores. Para coibir o crime, Buranelli garante que a fiscalização está sendo feita. Para que haja flagrante, é preciso que se prove a clandestinidade. “A Guarda Civil está 24 horas, principalmente à noite, fazendo esse trabalho. É preciso que esteja chegando com passageiro e detecte que esteja pagando, por exemplo”, disse Buranelli.
Um taxista de 33 anos, funcionário de uma cooperativa de Franca, contestou a informação. Segundo ele, raramente os guardas efetuam abordagens. “De vez em quando dá na cabeça deles e eles param a gente”, contou. Segundo o reclamante, a Prefeitura sabe quem está trabalhando irregularmente. “Eles sabem quem é clandestino, mas fingem que não veem”, reclamou. Dois presidentes de cooperativas de taxistas foram procurados pela reportagem, mas não emitiram opinião.
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