Um homem de 44 anos foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na manhã de ontem, em Franca. De acordo com a assessoria de imprensa da delegacia de Ribeirão Preto, ele possuía e disponibilizava pela internet “inúmeros” vídeos de pornografia infantil. Proprietário de uma oficina de brinquedos situada na região central da cidade, o homem confessou o crime à polícia, e foi autuado com base em dois artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) - armazenar e disponibilizar material de pornografia infantil. As penas máximas previstas em cada um dos crimes são de oito e quatro anos de reclusão. O homem foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto.
A PF apenas divulgou uma nota à imprensa e se recusou a dar mais informações. O comunicado diz que “chamou a atenção dos policiais o fato do autuado ser proprietário de uma oficina de brinquedos”.
No meio da tarde de ontem, o Comércio entrou em contato com a Justiça Federal em Franca, que ainda não havia sido notificada sobre o caso. Mais tarde, uma fonte ligada ao Ministério Público Federal do município confirmou à reportagem que o inquérito sobre a prisão do acusado havia sido entregue ao órgão no início da noite de ontem.
A mesma fonte informou que o material de conteúdo pornográfico havia sido encontrado na residência do homem. Além da casa do acusado, a Polícia Federal também se dirigiu à oficina de brinquedos onde ele trabalha, mas lá não encontrou indícios dos crimes.
Durante a tarde de ontem, o Comércio entrou em contato com a família do acusado. Um dos telefones celulares estava desligado. Numa outra tentativa, uma criança atendeu o telefonema e disse que o homem havia viajado e que não sabia quando ele estaria de volta a Franca. Mais tarde, durante outra ligação, a filha do acusado disse que o pai não estava em casa e que o celular dele estava descarregado. Ela confirmou que a oficina de brinquedos não estava aberta ontem, mas afirmou que hoje o estabelecimento estaria funcionando normalmente.
A reportagem também esteve na oficina de brinquedos. A vizinhança é formada, na maioria, por estabelecimentos comerciais. As pessoas ouvidas afirmaram que não viram movimentação envolvendo a Polícia Federal nos arredores, já que permanecem a maior parte do tempo dentro dos locais de trabalho.
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