Presidiário é executado com cinco tiros na avenida Presidente Vargas


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Polícia Militar preserva calçada onde rapaz foi executado com cinco tiros na manhã de domingo. Perícia trabalhou no local em busca de pistas
Polícia Militar preserva calçada onde rapaz foi executado com cinco tiros na manhã de domingo. Perícia trabalhou no local em busca de pistas

A Polícia Militar registrou na manhã de domingo uma execução em Franca. O comerciante Marcelo Henrique Barbosa, 34, que estava preso e recebeu o benefício para passar o Dia da Criança com a família, foi morto com cinco tiros à queima-roupa. O assassinato foi na avenida Presidente Vargas. A polícia não conseguiu testemunhas do crime. Alguns populares escutaram os tiros, mas quando saíram à rua, só viram a vítima agonizando caída na calçada. Barbosa foi socorrido pela Unidade de Resgate dos Bombeiros para a Santa Casa, mas morreu a caminho do hospital. Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apuram o crime. Na noite de sábado, o presidiário havia tentado invadir a casa do pai para passar o fim de semana e se desentendeu com familiares.

Barbosa estava preso na penitenciária de Balbinos (SP), acusado de tráfico de drogas. Na última quinta-feira, segundo apurado pela polícia, ele recebeu o benefício para passar o feriado com sua família. No domingo, por volta das 7h30, policiais militares foram acionados a comparecer na avenida Presidente Vargas, cruzamento com a rua Oswaldo Cruz, onde foram ouvidos tiros e uma pessoa estava caída na calçada, perto de um bar. “Quando chegamos, nos deparamos com a vítima em estado grave com perfurações de tiros no rosto e na região do peito. A princípio, foram cinco tiros. Acionamos o Resgate que socorreu o rapaz para a Santa Casa, mas ele morreu a caminho”, disse o soldado Francisco Nunes de Assis, da Polícia Militar.

O presidiário foi morto com três tiros na região da cabeça, um deles na testa. Os outros dois disparos atingiram o tórax. A Polícia Militar não conseguiu arrolar nenhuma testemunha do caso. O crime foi registrado no Plantão Policial e está sendo averiguado pelo setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

A Polícia Civil ainda não traçou uma linha de investigação sobre o crime e apura várias hipóteses. Segundo o delegado Márcio Murari, algumas delas são a briga que a vítima teve com seus familiares desde sexta-feira e o fato de ser um presidiário envolvido com tráfico de drogas. “As primeiras investigações já estão sendo realizadas. Sabemos que houve um desentendimento desse rapaz com seus familiares desde a saída da penitenciária até a chegada em Franca. Seus familiares serão ouvidos. Nada está descartado. Vamos fazer um mapa da vida da vítima para saber o que teria acontecido. O envolvimento com drogas também não é descartado”, disse Murari.

Ontem familiares de Barbosa estiveram na delegacia, onde começaram a ser ouvidos. Seus depoimentos não foram revelados, mas fontes da Polícia Civil disseram que a vítima vinha dando “muito trabalho” para os pais, mesmo estando presa.

Antes dos depoimentos, a polícia apurou que Marcelo Barbosa havia discutido com a irmã, quando ela foi buscá-lo na cadeia. “Segundo informações dos investigadores apuradas junto com a família, durante o trajeto da penitenciária de Balbinos até Franca, parece que ele teria tido problemas com as pessoas que foram buscá-lo e ele teria danificado o carro da família. Depois, aqui na cidade, ele teria tido outros desentendimentos atendidos pela Polícia Militar. A princípio, a investigação ainda não tem uma linha, estamos apenas no início dos trabalhos”, disse o delegado.

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