A cavalgada da 22ª Festap, em homenagem à Padroeira do Brasil, realizada pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a Capelinha, moveu uma multidão na manhã da última sexta-feira, dia 12, e emocionou a população. Um “tapete” de aproximadamente 1.300 cavalos e cavaleiros cobriu as ruas da zona leste e tirou os francanos de suas casas para cantar, orar e aplaudir. Cerca de 40 comitivas, de toda a região, participaram do evento.
Por volta das 10 horas, animais e devotos já estavam reunidos em frente à Capelinha. Um trio elétrico animava a multidão e entoava cantos à Padroeira. A cavalgada começou pela rua São Paulo, sempre acompanhada por homens da Rocam da Polícia Militar, que controlavam o trânsito para evitar acidentes. Famílias saíam de suas casas para ver o que acontecia e acabaram se unindo ao coro da banda. Uma imagem de Nossa Senhora guiava os cavaleiros, que a todo momento faziam o sinal da cruz e abanavam seus chapéus. Outras imagens eram erguidas e mostradas por quem estava nas calçadas.
Dois sustos marcaram a travessia da rua São Paulo. Surgiu a informação de que uma pessoa teria sido ferida por um cavalo. Os organizadores pediram calma aos participantes - o acidente não foi confirmado. Em seguida, o céu ficou nublado, ensaiou uma chuva, mas não passou de um chuvisqueiro. Logo o sol apareceu novamente e acompanhou as comitivas pelas avenidas Adhemar Pereira de Barros, Brasil e Presidente Vargas, até o retorno à Capelinha.
Em seu terceiro ano de participação, o modelista de calçados Reginaldo Tales de Paula, 21, morador na Vila Aparecida e integrante da comitiva Santa Bárbara, do Paiolzinho, se emocionou ao ver a presença de seus companheiros. “É uma família muito grande e estamos conseguindo trazer todo mundo. Todo ano aumenta um pouco mais. Nós começamos com oito cavaleiros e este ano estamos com 30. Pretendemos continuar para o resto da vida.”
O estudante de direito Flávio Cintra Essado, 21, morador no Recanto Itambé, juntou um grupo de amigos para vir de Claraval (MG) a Franca de cavalo. “Nós saímos às 5 horas e viemos devagar para nos juntarmos às comitivas.”
A dama de companhia Gasparina Dias Marçal, 59, que mora na rua Rio Grande do Sul, se acomodou na esquina para ver a procissão passar. “Muito bonito. Nossa religião não tem igual. A gente até chora de tão bonito que é.”
O empresário Hélio Mendes de Oliveira, 48, o Helinho, coordenador da comissão de festas, se manteve ao lado do trio elétrico durante as duas horas da procissão. Fez todo o caminho a pé. Creditou a força e o preparo físico à santa. ‘É Nossa Senhora que ajuda a gente. Eu tenho 48 anos e já não sou nenhum menino. Sempre tem que ter alguém para organizar a saída, a chegada”, disse.
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