Só grandes empresas podem bancar aluguel destes imóveis


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 Complexo comercial da Champagnat, que tem uma loja de móveis instalada e uma de motos sendo preparada para a inauguração
Complexo comercial da Champagnat, que tem uma loja de móveis instalada e uma de motos sendo preparada para a inauguração

Responsável pela locação dos imóveis do complexo comercial da rotatória da avenida Champagnat com a avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, o empresário Marcos Parra justificou a demora em locar os espaços à falta de grandes empresas comerciais na cidade capazes de arcar com uma alta despesa nos primeiros meses de negócio.

Segundo ele, para um empreendimento ter sucesso em espaços amplos e com excelente localização, como no caso, é preciso que o locatário seja uma empresa de grande porte e, o mercado atraente. “Não é simplesmente o valor que pesa, o ponto precisa ser viável, trazer retorno. Antes de locar o imóvel, é comum entre as grandes empresas a realização de pesquisas, de estudos que comprovem o potencial de consumo daquele mercado.”

Parra disse que 90% das empresas com interesse naqueles pontos são de fora e têm por praxe encomendar análises antes de fechar contrato. “Primeiro, a empresa precisa ter interesse em Franca e depois analisar se o ponto dará o retorno esperado, já que os contratos de locação não são simples. O mínimo é de cinco anos.”

No caso do complexo da Champagnat, as salas têm 800 metros quadrados e um aluguel de R$ 20 por metro quadrado. “Não é fácil começar com uma despesa alta, por isso a demora de encontrar um locatário.”

Segundo o consultor de varejo do Sebrae, Nilcio Souza Freitas, é recomendado na hora de escolher um imóvel comercial que o ponto seja atrativo e tenha negócios parecidos ou complementares ao seu redor. “É preciso observar a circulação de carros e pedestres e tentar conciliar o ramo de atuação.”

Freitas não acredita na existência de “aura negativa” em cima de um ponto comercial e defende, no caso de shoppings, galerias e prédios comerciais, a divulgação do local e do formato. “O ponto é importante, mas só ele não garante sucesso. Mas também não é bom deixar a localização do imóvel denegrir a imagem do negócio.”

INQUILINOS
Os comerciantes instalados no Street Shopping e no complexo do Champagnat aguardam e torcem para receber logo novos vizinhos.

No Champagnat, dos quatro espaços vazios um deve ser ocupado por uma concessionária de motos da marca Honda. Na última semana, homens trabalhavam na montagem de painéis no local. “O que pesou para instalarmos aqui foi a localização, já que fica na entrada e saída da cidade e o grande fluxo de veículos”, disse o gerente da concessionária, que terá sua segunda unidade em Franca, Ismar Baptista.

No ponto funciona há um ano e dois meses, sem vizinhos, a loja Art Móveis, que trabalha com móveis finos e objetos de decoração. Segundo o proprietário, identificado apenas como Bruno, a ocupação das salas vizinhas é bem recebida, desde que agregue valor. “Precisa ser favorável e chamar cliente.”

Segundo Marcos Parra, outros dois espaços estão sendo negociados com uma rede do setor de alimentação, que deverá se instalar até 2013.

No Street Shopping, a expectativa pela chegada de novos negócios é ainda maior. Segundo a encarregada da lanchonete Subway, Anna Paula Raimundo, quando todas as lojas estavam locadas o espaço chamava mais atenção. A lanchonete funciona no shopping desde a inauguração em 2009 e recebe atualmente 600 clientes, em média, por semana.

Funcionária da franquia de estética Adcos, Marinalva Rocha, também torce pela reocupação do Street. “Nossa expectativa é pela vinda de marcas fortes que chamem a atenção e tragam mais movimento ao empreendimento.”
 

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