Prédios comerciais na área central de Franca ficam ‘encalhados’


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 Vista do Street Shopping, na avenida Major Nicácio
Vista do Street Shopping, na avenida Major Nicácio

Após ficarem mais de um ano fechados, dois grandes pontos comerciais localizados nas avenidas Champagnat e Major Nicácio na região central de Franca podem ganhar novos inquilinos até o fim de 2012. A promessa é das imobiliárias responsáveis pelos espaços, que garantem ter negociações já avançadas com empresários interessados em locar os imóveis.

Um dos pontos fica na rotatória da Champagnat com a avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, do lado oposto do Habib’s. O outro, que recebe o nome de Street Shopping, fica na avenida Major Nicácio, próximo da obra do viaduto.

Apesar da visibilidade e localização favoráveis - as duas avenidas estão entre as principais da cidade e possuem um fluxo de veículos invejado por qualquer negócio -, os dois complexos estão com a maioria dos espaços vazios. Em razão do tempo que estão parados e da falta de inquilinos, os dois pontos já foram chamados de “elefantes brancos” do setor comercial.

Entregue há praticamente dois anos, o complexo comercial da rotatória da Champagnat possui cinco salas com metragem entre 740 metros quadrados e 980 metros quadrados. Com vão livre e pé direito duplo, apenas um dos espaços está ocupado e outro está em preparação. Uma loja de móveis e decoração locou um dos cômodos em agosto do ano passado e aguarda a instalação de comércios vizinhos que agreguem valor ao negócio e atraiam mais clientes para o local (leia na página seguinte).

O Street Shopping foi entregue em maio de 2009 com lojas de roupas e calçados, clínicas, lanchonete e restaurante. Na primeira tentativa de viabilizar o negócio houve até uma lotérica e um movimento considerado satisfatório. No começo do ano passado, porém, o local tinha a maior taxa de vacância desde a inauguração e possuía mais lojas fechadas do que abertas. Os motivos alegados para o insucesso na época foram o alto preço cobrado pelo condomínio e aluguel das lojas, além da dificuldade de negociação com o proprietário do shopping. Um dos últimos a desocupar o local, o Peixinhos Bar, saiu em agosto de 2011. O espaço ocupado pelo bar e restaurante era o maior do shopping e continua vazio até hoje.

Somente cinco estabelecimentos funcionam atualmente no shopping: a rede de lanchonetes Subway, uma loja da Carmen Steffens, uma unidade da seguradora Sul América, a clínica de depilação Dio laser e a loja de cosméticos Adcos.

VIADUTO
Segundo Luiz César Costa da imobiliária AACosta, responsável pelo Street Shopping, as lojas vazias estão com empresários interessados que só aguardam o término das obras do novo viaduto para concretizarem o negócio. “Muitos comerciantes têm mostrado interesse, porém querem esperar a conclusão do viaduto. É certo que o local passará a ter mais movimento.”

O menor espaço do Street Shopping tem 25 metros quadrados e o maior, 200 metros quadrados. Os aluguéis, segundo Costa, variam de R$ 2,5 mil a R$ 20 mil mensais, preço da maior área, onde funcionava o Peixinhos Bar.

“Temos empresas de serviços, escritórios e lojas comercias em negociação. É certo que o Street vai voltar a todo vapor”, disse o empresário imobiliário. Ele administra o local há três meses.
 

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