Em época de eleições sobram promessas, propostas e muita energia por parte dos candidatos. Como de costume, os discursos e o papel aceitam tudo mais facilmente e a despeito dos debates e dos questionamentos feitos pela população e por jornalistas.
Porém, quando as urnas encerram os resultados dos pleitos, o que sobra geralmente é a dura realidade. Como que interrompidos temporariamente pelos discursos mais doces dos candidatos, os problemas ressurgem com força, uma espécie de vingança contra aqueles que os subestimaram.
No entanto, a julgar pelo noticiário recente de Franca, parece que os problemas resolveram se adiantar ao resultado das eleições. E problemas básicos, daqueles que vemos se repetirem ao longo do ano, sem que ninguém consiga solucioná-los de vez, a despeito de governos, partidos, candidatos, vereadores ou prefeitos.
Conforme noticiado por este Comércio, na terça e na quarta-feira, 09 e 10/10, dois bairros de Franca, Vila Santa Rita e Jardim Zelinda, estão sofrendo por conta de buracos nas ruas, sujeira, terrenos sujos que servem como banheiro e vias ainda não asfaltadas, problemas que são significativamente mais simples do que aqueles encontrados nas áreas de segurança, saúde e educação, as preferidas dos discursos políticos em épocas de campanha.
Mas, se nem mesmo em época de campanha nossos governantes não estão conseguindo resolver esses pequenos problemas, fica difícil acreditar que alguém conseguirá dar jeito em tudo isso, tanto nesses mais simples como nos mais sérios, caros e difíceis.
Nesse sentido, é sempre bom seguir aquele sábio conselho popular e ‘colocar as barbas de molho’. Apesar da barba comprida já não ser moda entre nós e nem mesmo significar honra e poder, como acontecia na antiguidade, sua mensagem ainda resiste ao tempo.
A idéia principal é que devemos estar sempre atentos e de sobreaviso em relação às questões complexas que nos são vendidas como simples. As promessas de campanha geralmente douram a pílula. Na maioria das vezes, dão a impressão de que os problemas urbanos são sempre mais simples do que realmente são. Mas quando vamos cobrá-las, anos ou meses depois, aí é que percebemos o engodo. É só nesse momento que percebemos que nossos administradores têm dificuldade até mesmo para manter limpos os terrenos, as praças e as vias públicas, o que com certeza consegue nos dar uma dimensão dos problemas que precisam ser enfrentados e que obviamente não facilmente resolvidos.
De qualquer forma, com ou sem eleições, difíceis ou fáceis de serem solucionados, esses problemas precisam ser enfrentados por nossas autoridades. E, de preferência, resolvidos. Limpeza e buracos não são tão complexos assim. É caso mais de logística e de planejamento do que de dinheiro.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.