Sapateiro é executado com 12 tiros no Jardim Aeroporto


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Policiais analisam local do crime em busca de pistas que ajudem a localizar o assassino do sapateiro
Policiais analisam local do crime em busca de pistas que ajudem a localizar o assassino do sapateiro

Um bárbaro assassinato aconteceu na manhã de ontem no complexo do Jardim Aeroporto. O sapateiro Ederley Custódio de Oliveira, 31, foi morto dentro da casa onde estava morando, em um sítio no bairro. Oliveira levou 12 tiros de uma pistola 9 milímetros. A vítima estava dormindo quando teve o cômodo onde residia invadido pelo seu algoz. O sapateiro morava sozinho e não há testemunhas do assassinato. A polícia trabalha com a hipótese de execução, uma vez que nenhum objeto de valor foi levado da vítima. O setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) trabalha no caso.

O crime aconteceu por volta das 3 horas, mas só foi descoberto ao amanhecer. Ederley Custódio de Oliveira morava há oito meses num cômodo improvisado no sítio Santa Maria do Carmo, entre os jardins Aeroporto I e II. Moradores de uma outra residência, distante cerca de 400 metros da casa da vítima, escutaram os tiros durante a madrugada, mas, segundo eles, por ser uma situação “corriqueira” nas imediações da propriedade, não se atentaram que se tratava de um homicídio no local. “Escutei muitos tiros, só que aqui é normal, acontece muito isso. Levantei e não percebi nada, o cachorro não latiu. Por volta das 6 horas, sai e fui no curral, chamei o Ederley e ele não respondeu. Quando entrei na casa dele, vi ele morto na cama com vários tiros”, disse o sitiante AMM.

Assim que o corpo foi localizado na casa, policiais militares foram acionados. Ederley foi executado com pelo menos 12 tiros, a maioria à queima roupa. “Fomos acionados pelo Copom e, quando chegamos, nos deparamos com a vítima morta. Isolamos a área, deixando a perícia trabalhar na cena do crime. Um dos moradores aqui da fazenda disse que ouviu os tiros na madrugada, mas não viu nenhum suspeito”, disse o soldado Lúcio Flávio Teófilo, da Polícia Militar.

Peritos da Polícia Científica contaram 12 perfurações no corpo do sapateiro e apreenderam projéteis deflagrados de uma pistola 9 milímetros - arma de uso restrito das Forças Armadas. Um irmão de Ederley esteve no local e disse que o sapateiro era de poucas palavras e não sabe quem poderia ter cometido a execução. “Ele esteve lá em casa durante a tarde. Meu irmão é uma pessoa muito fechada, quase não falava com a gente. Não sei quem pode ter feito isso com ele nem os motivos. Meu irmão não falou se tinha discutido com alguém e se vinha sendo ameaçado”, disse Ednei Custódio de Oliveira, irmão do sapateiro.

O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) e, após ser necropsiado, foi liberado para sepultamento. Ederley estava morando no sítio onde foi executado e realizava serviços em uma plantação de verduras. Seu corpo será sepultado na manhã de hoje, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Nova Franca.
 

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