O Brasil vive uma situação sui generis na sua história. Após um longo período no qual o desemprego e as perspectivas de trabalho eram a grande preocupação da população economicamente ativa, hoje as condições se inverteram de tal forma que o emprego existe, porém o que falta é mão de obra qualificada para assumir esses postos de trabalho.
Turbinado pelas perspectivas positivas de emprego geradas pelos megaeventos esportivos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, o município do Rio de Janeiro apresentou, segundo dados de maio do IBGE, uma taxa de desemprego de 4,7% índice de dar inveja a muitas nações desenvolvidas.
A estimativa é que haja 150 mil pessoas desempregadas na metrópole fluminense.
No entanto, o mercado possui praticamente o mesmo número de vagas abertas e esse não é um paradoxo exclusivo dos cariocas; é uma tendência já verificada em outras cidades como São Paulo e várias capitais do Nordeste (região que mais cresce hoje no País).
Para capacitar melhor nossos estudantes e aumentar a empregabilidade dessa parcela da população, é importante que os governos incentivem um ensino público de qualidade, desde a educação básica até o ensino médio, com um conteúdo programático moderno e condizente com as necessidades atuais do mercado de trabalho, que amplie as práticas didáticas, utilizando o que as novas tecnologias podem proporcionar para o aprendizado.
Para o jovem do ensino médio, técnico, tecnológico e superior, o estágio é um dos fortes aliados para a capacitação.
É por meio dele que o estudante aproxima os conteúdos teóricos da prática profissional, aprende conceitos, valores e modelos atitudinais que não são ensinados nas escolas ou universidades e amadurecem, ganhando respeitabilidade social.
Ao sair do curso, grande parte dos estagiários já estará contratado, pela excelência do aprendizado.
Aqueles que, por essa ou aquela razão, não tiverem a oportunidade da efetivação estarão, da mesma forma, aptos a buscar seu espaço no mercado de trabalho, vencendo a guerra da concorrência contra aqueles que estão com o diploma na mão, mas não têm a experiência valorizada no currículo.
O momento é oportuno para os jovens. Agora é aproveitar e se qualificar para aproveitar as facilidades que estão colocadas nas vitrinas das grandes cidades.
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