A rodovia Ronan Rocha, entre Franca e Itirapuã, registrou este ano nove acidentes fatais. No total foram 10 pessoas que perderam suas vidas, seja em atropelamentos, acidentes com carros e colisões com motos. O número de mortes na estrada se iguala ao do mesmo período do ano passado, mas se diferencia nos tipos de acidentes. Em 2011 foram seis vítimas fatais por atropelamentos, sendo que neste ano foram dois casos registrados. Outro dado apontado é que neste ano o trecho de pista duplicada foi o que mais matou: foram sete ocorrências entre Franca e Patrocínio Paulista. Para a polícia, a imprudência é a principal causa dos acidentes com mortes na rodovia, que é considerada uma das melhores vias do Estado de São Paulo.
A estatística é baseada em matérias publicadas pelo Comércio e aponta para acidentes ocorridos entre a divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, no município de Itirapuã, e a alça de acesso à Cândido Portinari, em Franca. Segundo o levantamento, no período de 1º de janeiro a 5 de outubro, foram duas mortes por atropelamentos, cinco em acidentes envolvendo motos e dois com carros - em uma única colisão foram duas mortes.
Para a Polícia Militar Rodoviária, os motoristas são os principais causadores de acidentes. Um claro caso de imprudência neste ano resultou na morte de duas pessoas. O acidente foi em janeiro, perto de Patrocínio Paulista. A colisão frontal seguida de capotamento matou o pedreiro Evelino Aparecido de Oliveira, 40, e a lavradora Giovana Aparecida da Silva, 26. As vítimas ocupavam um Gol. Segundo testemunhas, o veículo trafegava pela contramão. O motorista não tinha habilitação.
“Apuramos que alguns casos aconteceram pela imprudência e outros, uma soma com bebida alcoólica. Diante disto, intensificamos a fiscalização e abordamos um grande número de motoristas embriagados neste ano. Estas abordagens evitam certos tipos de situações que podem terminar em mortes”, disse o tenente Cláudio Ferreira, da Polícia Militar Rodoviária.
A pista também foi palco de duas mortes por atropelamento neste ano. Uma delas foi a de um soldado da Polícia Militar Rodoviária, que morreu em serviço. Em fevereiro, o militar Jonathas Junio Pezarezi, 26, fazia fiscalizações rotineiras quando um motorista sem habilitação o atropelou e fugiu. O motorista se apresentou na sequência e foi preso em flagrante.
No ano passado, o número de vítimas de atropelamentos na Ronan Rocha foi bem maior. No comparativo com o mesmo período, foram seis mortes.
TRECHO URBANO
Neste ano a maior parte dos acidentes com mortes ocorreu no trecho duplicado da pista: sete, sendo quatro delas envolvendo motos. Três fatalidades foram registradas no perímetro urbano de Franca, que compreende a região do complexo do Jardim Aeroporto até a alça de acesso à rodovia Cândido Portinari.
Nas proximidades da Unifran, morreram a sapateira Fabiana da Silva Sena Nunes, 24, do Jardim Primavera, e a dona de casa Luzia Maria dos Santos, 52.
Já nas redondezas do Aeroporto, a vítima foi o silcador Túlio Borges de Freitas, 24, morador no Recanto Elimar III. Segundo a polícia, Freitas teria colidido a moto que pilotava contra a traseira de uma Pajero.
“O trânsito se faz com a via, o veículo e o condutor. E quando nós temos veículos em condições e rodovias bem cuidadas, só resta o fator humano como causa de acidentes. É o que podemos perceber o que ocorre nesta rodovia”, disse o tenente Cláudio.
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