Bandidos estudam a rotina dos estabelecimentos


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Câmera não evitou que farmácia da avenida Adhemar de Barros fosse alvo de ladrões no mês passado
Câmera não evitou que farmácia da avenida Adhemar de Barros fosse alvo de ladrões no mês passado

Segundo a Polícia Militar, os assaltantes de farmácias estudam a rotina dos estabelecimentos e, às vezes, possuem informações privilegiadas sobre os estabelecimentos, como valores que estão no caixa, hora de saída do malote e quantidade de funcionários em certos horários. Isso dificulta o flagrante.

“Ele fica à espreita, espera o policiamento se afastar ou escolhe uma hora em que a rede [da polícia] esteja tumultuada - tem alguns [bandidos] que têm escuta - para que a ação dele seja mais rápida”, afirmou o coordenador operacional do 15º Batalhão da Polícia Militar, major Marcelo Trevisan.

Ainda segundo a polícia, drogarias localizadas na periferia ou em locais de difícil acesso para a PM são os alvos preferidos. Em muitos dos casos, funcionários estão sozinhos ou apenas em dupla. Apesar da fragilidade em que as pessoas se encontram, parte desses estabelecimentos não possui alarmes ou câmeras de segurança. “As farmácias que têm sido vítimas (...) mantém suas portas abertas até tarde da noite, não contam com qualquer tipo de sistema de prevenção ou mesmo de pós-identificação dos meliantes”, completou o major. Outra dica para evitar roubos é não deixar acumular dinheiro no caixa.

O policial cita como exemplo uma farmácia na rua Francisco Marques, na Vila Raycos. Uma das poucas que funcionam 24 horas na cidade, a loja trabalha à noite com as portas fechadas. Para ser atendido, no entanto, o cliente precisa tocar um interfone e falar por uma janela. “Aconselhamos que se dificulte ao máximo o acesso da pessoa ao interior da farmácia a partir de um certo horário, mantendo as portas fechadas e um balcão de atendimento onde possa passar apenas o dinheiro e a receita médica”, finalizou Trevisan.
 

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