O caminhoneiro aposentado Luiz Alberto Pires, 63, é criador de pombos-correio em Franca há 40 anos. Em sua chácara nos fundos do Jardim Paraty ele cuida de 80. Os animais repartem um viveiro (chamado de pombal). Mensalmente, ele gasta cerca de R$ 200 com a compra de ração, milho, vacinas e acompanhamento de veterinário para as aves.
“O treinamento dos pombos acontece em Pedregulho, Cristais Paulista e Buritizal. Soltamos eles cerca de cinco a seis vezes em cada lugar para que ele aprenda a voltar”, explica Luiz, que disse já ter participado de campeonatos em Brasília e Franca, tendo conquistado medalhas e taças.
O encarregado de distribuição Cristiano Bizzi deixou a criação de gatos, cachorro e de galinhas para se tornar um columbófilo (nome dado aos criadores de pombos). Seus primeiros contatos com a ave ocorreram quando ele tinha 7 anos e ganhou uma pombinha do avô. Aos 18 anos, ele começou a se dedicar aos pombos-correio e se filiou à associação de Franca. Seus pombos já participaram de várias competições, incluindo uma na Bahia. “Foram dois dias de viagem. Eu levei 10 pombos e voltaram cinco”, lembra.
Cristiano diz que a perda de aves é normal: algumas não encontram o caminho, outras sofrem algum acidente (eletrocussão nos fios de energia elétrica, por exemplo) ou são atacadas por predadores.
O ovo do pombo demora 15 dias para chocar. As aves vivem em média cinco anos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.