Para os pais com filhos matriculados em escolas particulares de ensino infantil, fundamental e médio, os meses de outubro e novembro geralmente são marcados pelos cálculos, preparação e, algumas vezes, até mesmo insatisfação. São nesses meses que a maioria das instituições pagas da cidade abre as suas matrículas e divulga o reajuste no valor das mensalidades. Neste ano, não será diferente. As mensalidades nas escolas particulares de Franca devem subir entre 5% e 12% no ano que vem.
De acordo com o SIEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), são 76 escolas particulares em Franca, frequentadas por 16.800 alunos. O vice-presidente do órgão, José Augusto de Mattos Lourenço, explica que o índice encontrado é calculado a partir de diversos fatores. “É feita a média de três parâmetros - o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) -, que são somados ao aumento real (acima da inflação) de 2%. Neste mês, o reajuste de mensalidades seria de quase 8%”, diz. “Além disso, outros fatores que alteram o valor incluem a inadimplência do setor e o aumento salarial de funcionários. Por isso, foram encontrados valores em Franca mais altos que 8%.”
O economista Vicente Golfeto observa que o reajuste é menor quanto maior for a concorrência, e considera o índice em Franca dentro dos padrões. “O aumento nas mensalidades tenta repor o poder aquisitivo das escolas para pagar mais aluguel e salário de professores.”
Os reajustes dividiram os pais. A dona de casa Sílvia Melo, por exemplo, considera o aumento “um absurdo”. Mãe de dois filhos, Larissa, 16, e Igor, 15, ela afirma gastar quase R$ 2 mil com mensalidades. “Para quem tem filhos no colegial, o valor é bem puxado. Até porque essas não são as únicas despesas com educação. Ainda temos que pagar cursos de inglês e redação, por exemplo, o que eleva os gastos para R$ 3 mil ou até mais.”
Mas, nem todos os pais estão descontentes com o índice de reajuste nas mensalidades dos filhos. O contador Eric Ferreira, que tem dois meninos gêmeos inscritos no segundo ano do ensino fundamental, acha o aumento adequado. “Os custos sobem, então tem que aumentar a mensalidade também. Um acréscimo de 30% eu acho que seria muito, mas um de 6% a 8% seria justo.”
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