Doação de córneas cresce 35% neste ano, revela a Santa Casa


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O número de doadores de córneas cresceu 35% neste ano, segundo dados da Comissão Intra Hospitalar de Órgãos e Tecidos para Transplantes da Santa Casa de Franca. Enquanto em 2011 a média de doações era de 20 córneas por mês, este ano a média subiu para 27. A unidade é a única da região em condições de realizar captação e transplante de córneas.

Os órgãos captados na cidade, podem ser transplantados aqui mesmo ou encaminhados a outros municípios. De 2004 até abril deste ano, foram realizados 129 transplantes de córneas na cidade. Segundo o grupo responsável pelo contato com familiares de possíveis doadores, a espera por esse tipo de operação é de no máximo três meses. “A fila de espera por transplante de córnea na cidade está zerada”, afirmou Márcia Flora da Silva, chefe do núcleo de assistência social do hospital.

A ampla divulgação nacional e o trabalho das equipes de captação são os fatores que mais influenciaram para o aumento das doações. No dia 27 de setembro - Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos - foi realizado um encontro com familiares de doadores. Uma missa na capela São Geraldo, dentro da Santa Casa, foi celebrada. Ainda teve uma palestra com a equipe estadual do Banco de Olhos, que explicou a importância do paciente informar a família sobre a intenção de ser doador, já que são os parentes que autorizam. “No nosso Estado, temos uma condição muito boa para doação de córneas, que é um dos poucos órgãos que podem ser doados em morte. Então, qualquer pessoa é um potencial doador”, disse Lila Ferreira, coordenadora de relacionamento com a comunidade da Santa Casa.

Segundo ela, campanhas de doação são importantes, pois quanto mais as pessoas conhecem e entendem o sistema de transplantes, mais chances um paciente que aguarda na fila terá de conseguir um órgão. Entre janeiro e agosto deste ano, 121 famílias foram contatadas pela equipe de captação de órgãos da Santa Casa de Franca, para doação de córneas. Destas, 107 aceitaram doar. “A cidade só está capacitada para realizar remoção e transplante de córneas. Os outros (rins, pâncreas, fígado e etc.) são encaminhados para bancos de órgãos de cidades da região e redistribuídos.”

Normalmente, a equipe médica da cidade onde será feito o transplante vem até Franca - de helicóptero - e faz a cirurgia de remoção. Em seguida, volta com o órgão e realiza o transplante. “Tem que ser muito rápido, pois alguns órgãos (coração e pulmão) têm um tempo exato para chegar ao paciente”, explica Lila.
 

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