Um tratorista morreu atropelado durante a madrugada de ontem, na rodovia Ronan Rocha, perto do trevo de Itirapuã. Antônio Marcos Estevão, 40, tentava atravessar a pista quando foi atingido por uma Fiorino, dirigida pelo auxiliar de vendas Valdecir Fernandes da Silva, 37, morador no Parque Universitário, em Franca. Estevão morreu na hora, em decorrência de politraumatismo. O motorista do veículo foi preso em flagrante por estar dirigindo o carro, de acordo com a polícia, embriagado. Ele pagou fiança e vai responder o processo em liberdade. Este foi o terceiro grave acidente na Ronan Rocha registrado esta semana, dois deles com mortes.
O atropelamento aconteceu no quilômetro 11 da rodovia, perto do trevo de acesso à cidade. Passava da meia-noite quando o tratorista Antônio Marcos Estevão, morador no conjunto habitacional Bela Vista, em Itirapuã, caminhava pelo acostamento da via. Segundo o motorista do carro, ele transitava sentido a Patrocínio Paulista quando a vítima se jogou no meio da pista, na frente de seu veículo. Ainda segundo Silva relatou para a polícia, o tratorista estava abanando as mãos na faixa de rolamento. O motorista tentou frear o veículo, mas não conseguiu parar a tempo, atropelando Estevão.
De acordo com o apurado pelos policiais, durante o dia houve uma ocorrência policial registrada na cidade, onde Antônio Marcos Estevão havia tentado suicídio utilizando uma faca. Ele teria tentado cortar o próprio pescoço. A motivação seria que o tratorista se envolveu numa discussão familiar de acordo as investigações. Horas depois de passar por atendimento médico, Estevão foi visto em um bar na região central onde chegou e ingerir bebida alcoólica. Depois ele saiu e foi em direção a rodovia, onde acabou atropelado.
O motorista do carro que atingiu o tratorista, apesar das explicações, foi preso em flagrante. Ao ser submetido ao teste do bafômetro, ficou constatado que o auxiliar de vendas havia bebido.
O delegado Marcelo Rodrigues, que responde pela delegacia da cidade, arbitrou fiança de R$ 700. Valdecir pagou e foi liberado, mas vai responder processo por homicídio culposo (quando não existe a intenção de matar).
O corpo do tratorista foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério Municipal de Itirapuã, com trabalhos da Funerária São Francisco.
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