Consumo de energia


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Consumo de energia na cidade cresceu 46% em 10 anos e ultrapassou a média do Estado

Franca cresceu significativamente na última década. Sem perder sua forte característica industrial, a cidade diversificou sua economia, intensificando seu comércio e ampliando a oferta de serviços aos mais variados segmentos da sociedade.

Paralelamente a essas transformações, no mesmo ritmo e na mesma velocidade, seguiu-se também um aumento da demanda por energia. De acordo com estudo divulgado pela Fundação Seade, em parceria com o IBGE e a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, em 2010 os francanos gastaram 46% a mais de energia do que consumiram em 2001, um aumento que supera inclusive a média estadual, que foi de 41,7%.

Isso sem dúvida é bastante positivo. Aumento do consumo de energia significa que a atividade produtiva está em alta, gerando mais empregos, mais serviços, mais comércio e mais renda, o que na lógica de um círculo virtuoso faz a economia girar mais rapidamente e traz ganhos significativos para toda a sociedade.

De forma geral, todo esse crescimento significa que as pessoas estão vivendo com mais conforto, cercadas de aparelhos eletroeletrônicos que acabam facilitando suas vidas. Significa, também, que elas estão tendo acesso a vários produtos e serviços que antes não conseguiam consumir, como educação, lazer e entretenimento, entre vários outros.

Isso tudo seria maravilhoso se não houvesse um pequeno problema: a forte demanda por energia começa a tornar-se um problema em todo o mundo. Manter o atual estilo de vida nos próximos 50 anos exigirá muito investimento por parte do governo em novas fontes de energia e muita sobriedade e conscientização para utilizá-las por parte da sociedade civil.

A questão deveria preocupar. Para além dos problemas ambientais que acarreta, uma vez que a extração de qualquer tipo de energia exige uma ação direta no homem sobre a natureza, com impacto em relação ao meio ambiente e/ou geração de resíduos, é possível imaginar que teremos também um sério entrave econômico, pois essa possível falta de energia poderá afetar drasticamente o ‘modus operandi’ atual de nossa sociedade.

Nesse sentido, é fundamental que todos se conscientizem sobre a importância de utilizar essa energia com inteligência e moderação. Como até 2020 Franca deverá bater na casa dos 400 mil habitantes, esse consumo de energia deverá se intensificar ainda mais, já que além de ter que abrigar mais pessoas precisará também dar a elas essa mesma qualidade de vida que hoje está conseguindo entregar a seus habitantes, a despeito de todos os problemas que existem atualmente e com certeza continuarão existindo.

Sendo assim, espera-se que nossos governantes planejem adequadamente os investimentos em energia nos próximos anos e que a sociedade civil, por sua vez, planeje de forma também adequada seus gastos relativos a essa mesma energia.
 

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