Candidatos de Patrocínio Paulista fazem debate de alto nível no GCN


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 Mauro Apolinário (PMDB), ao centro, disparou contra seus adversários, Pedro Hellu (PSDB), à esquerda, e Marcos Ferreira (PT), logo no início
Mauro Apolinário (PMDB), ao centro, disparou contra seus adversários, Pedro Hellu (PSDB), à esquerda, e Marcos Ferreira (PT), logo no início

Já nos primeiros minutos, o debate com os candidatos a prefeito de Patrocínio Paulista deu mostras de que seria acalorado. Oposição declarada, Mauro Apolinário (PMDB), o Maurinho do Esporte, abriu o programa atacando. “Estou aqui contra um candidato que é apoiado pelo atual prefeito e outro que é seu vice. Os dois têm sua parcela de responsabilidade sobre os problemas de Patrocínio. Eu, não. Eu sou a mudança”. A postura ofensiva se repetiria ao longo de todo o debate.

Atual vice-prefeito pelo PT, Marcos Ferreira foi mais ameno nas críticas. Limitou-se a dizer que a cidade sofre com a falta de médicos e que foi uma infelicidade o atual prefeito não ter conseguido construir o distrito industrial de Patrocínio. Foi o mais econômico nos ataques ao adversários.

Mais novo e estreante em uma eleição, Pedro Hellu (PSDB), apoiado pelo atual prefeito, José Mauro Barcelos, defendeu ser o candidato mais próximo do governo do Estado e não poupou críticas à administração do ex-prefeito e candidato barrado pela Justiça, Henrique Lopes, que assistiu a tudo calado, da platéia. “Ele (José Mauro Barcelos, atual prefeito) pegou a prefeitura quebrada, com uma dívida de mais de R$ 5 milhões deixada pelo prefeito ficha suja (Henrique Lopes), que hoje apóia outro candidato”.

Um dos pontos altos do debate foi quando Maurinho criticou a falta de política da administração na área da habitação e aproveitou para alfinetar Pedro Hellu. “É vergonhoso que uma prefeitura como a de Patrocínio Paulista não tenha construído uma casa sequer em oito anos. O senhor provavelmente não entende disso porque morou a vida toda em São Paulo”, provocou.

A resposta veio em seguida. “Morei em São Paulo para estudar e me formar em administração pública. E a situação do município é uma consequência do candidato que o apói,a que deixou até os funcionários da prefeitura sem receber, e que foi um atraso para Patrocínio”.

No terceiro bloco, foi a vez de Marcos Ferreira se mostrar visivelmente incomodado. Questionado pelos jornalistas sobre por que não renunciou ao cargo de vice-prefeito e ao salário já que rompeu relações com José Mauro Barcelos, ele alterou a voz. “Eu sempre estive à disposição para substitui-lo se necessário. Esta é a função do vice. E outra: e se ele ficasse impedido de governar e eu tivesse renunciado, como ficaria Patrocínio”.

Maurinho também se alterou ao ter que responder se não se sentia constrangido em fazer parte de uma chapa que teve seu candidato a prefeito (Henrique Lopes) barrado pela justiça por improbidade administrativa. “Eu não tenho constrangimento nenhum em ter o apoio do Henrique. Ele poderia ter recorrido da decisão que o deixou fora das eleições, mas preferiu não fazer isso”.

No quarto bloco, com candidato perguntando para candidato, o embate foi entre Pedro Hellu e Marcos Ferreira. O tucano perguntou se o petista iria buscar apoio com os acusados de fazer parte do mensalão, em Brasília, e o acusou de fingir ser uma pessoa simples. “O senhor fica mostrando que é simples, mas é o candidato mais rico de todos nós”. Ferreira rebateu. “Sou rico mas não esqueci minhas origens. Você fica falando do mensalão, mas se esquece que seu partido também teve o mensalinho lá em Minas Gerais”.

Mesmo com o clima quente durante o debate, nas considerações finais, os três candidatos se despediram falando sobre suas propostas para Patrocínio e pedindo votos. O encontro desta terça-feira encerrou a série de debates promovida pelo GCN Comunicação com os candidatos a prefeito da região.

Como foi o debate

Pedro Hellu (PSDB)
O candidato demonstrou estar tranquilo e preparado para o debate. Falou firme sobre todos os temas, sempre defendendo suas propostas. Destacou o apoio que o partido tem do governador Geraldo Alckmin e dos deputados de Franca. Atacou os adversários, comparando a administração atual com anteriores. Ressaltou a formação em administração pública e sua passagem de cinco anos pela Prefeitura de São Paulo. Defendeu a construção de casas populares.

Marcos Ferreira (PT)
Tranquilo, o candidato não se abateu quando criticado pelos adversários. Disse conhecer a realidade de Patrocínio Paulista e que, como vice-prefeito, não participou diretamente da atual administração. Prometeu construir um distrito industrial no município e defendeu o apoio a pequenos empreendedores. Destacou suas propostas de governo, como a ampliação do atendimento da creche-escola, construção de casas populares e distribuição de cestas de materiais de construção.

Mauro Apolinário (PMDB)
O candidato foi firme e atacou os adversários em praticamente todos os temas discutidos. Ao falar sobre moradia, acusou a atual administração de não ter construído casas populares nos últimos anos. Prometeu construir os imóveis para a população mais carente. Defendeu a parceria com universidades para distribuição de bolsas de estudo e o apoio do ex-prefeito, Henrique Lopes, que foi barrado pela Justiça por conta da lei da ficha limpa. “Eu não vejo constrangimento nenhum nisso.” 

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