Governo mudou comando da Rota e anunciou uma mega operação de combate e prevenção à criminalidade
A julgar pelo tom das campanhas municipais que ocorrem em todo o Brasil, a segurança é um tema tão importante para os cidadãos brasileiros quanto a saúde e a educação, geralmente as campeãs em termos de preocupação, anseio e expectativa de toda a população.
Em um momento em que o índice de violência apresenta crescimento em todo o Estado e o PCC (Primeiro Comando da Capital) se interioriza cada vez mais, desafiando as forças policiais de importantes cidades do Estado, o tema segurança avança pelas campanhas de todos os candidatos e tenta angariar a simpatia e o voto dos eleitores.
Em Franca não é diferente. Os números do crime não são nada positivos e a violência tem crescido e se espalhado por toda a cidade, sem que a polícia consiga conter esses avanços, a despeito do trabalho e dedicação que possa existir em nossos efetivos policiais.
Dentro de todo esse contexto, na última semana o Estado roubou a cena e colocou em movimento uma grande operação de combate e prevenção à criminalidade. Para marcar a mudança de comando na Rota (Rondas Intensivas Tobias Aguiar), o principal instrumento do governo estadual no combate ao crime organizado, foi desencadeada em todo o Estado uma operação que se mostrou como a maior já realizada durante o atual governo. Uma ação que poderia ser rotineira, mas que assumiu as roupagens de uma grande encenação.
Ao todo, mais de 25 mil policiais foram para as ruas de várias cidades em todo o Estado, um fato que se não trouxe resultados práticos importantes, pelo menos demonstrou à população a força e a disposição do efetivo policial paulista. Em Franca a operação também foi registrada, mas sem grandes apreensões, restando apenas a mesma demonstração de força que de alguma forma pode trazer um pouco mais de tranquilidade ao cidadão comum.
O curioso, porém, é que além da aproximação das eleições municipais, essa operação coincidiu também com a divulgação de dados bastante ruins em termos de segurança pública, mostrando que nos primeiros oito meses do ano o número de homicídios cresceu 15,2% na capital e 6% em todo o Estado. O governo e a cúpula da polícia negam que a operação tenha alguma relação com as eleições ou com a divulgação desses dados. O secretário de Segurança Pública do Estado disse, inclusive, que a partir de agora essas operações serão realizadas sempre que possível.
Diante de todos esses fatos, para os cidadãos, simples mortais, resta torcer para que essa afirmação seja verdadeira e que mais efetivos policiais venham para as ruas combater essa crescente criminalidade. Porque se tivermos que esperar as próximas eleições ou uma nova troca no comando da Rota, talvez os índices atinjam níveis .
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