Refrigerante, tomar ou não, eis a questão? Especialista responde


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Na eterna batalha contra o excesso de peso, existem vilões e mocinhos que estão muito bem definidos em cada um de seus devidos papéis. Exercícios físicos são invariavelmente bons e os doces não. A grande maioria da população ocidental sabe disso. Porém, o simples fato de saber não implica que as pessoas vão começar a fazer exercícios e deixar de comer doces. Algumas sim, outras não e cada qual com seu motivo.

Para tentar diminuir as opções de comidas e bebidas calóricas em uma verdadeira guerra contra a obesidade, o conselho de saúde de Nova Iorque proibiu a venda de refrigerantes “gigantes” e outras bebidas adocicadas em diversos estabelecimentos daquela cidade. A regra faz parte da batalha que o prefeito Michael Bloomberg está travando contra a obesidade.

Desde a semana passada, nenhum refrigerante pode ser vendido em medida superior a 473 ml. Claro que a medida gerou inúmeras discussões sobre o assunto. Uns parabenizando e outros criticando. Mas quem está certo? Os refrigerantes são mesmo tão maléficos assim ou são somente um mártir, o símbolo da geração junk food que transformou os Estados Unidos na nação mais gorda do planeta?

Já podemos adiantar para aqueles que são viciados em refrigerantes que as linhas que se seguirão aqui não terão boas notícias. O consenso é de que eles são muito prejudiciais. “Deveria ser excluído das mesas de todas as famílias”, resume a nutricionista Marilaine Dionísio. “Estas bebidas contém conservantes, acidulantes, antioxidantes, corantes, estabilizantes, umectantes, aromatizante e outras substâncias não saudáveis, caso uma pessoa consuma muito”, explica.

Outra questão que agrava a situação aqui. O que mais existe em um copo desta bebida é açúcar. Muito açúcar. “O refrigerante faz com que o corpo ache que ele é nutritivo e começa a produzir enzimas, como se a pessoa estivesse comendo uma refeição mesmo. Mas como não existe nada lá, o açúcar que é armazenado e o organismo ainda perde algumas vitaminas e minerais neste processo”, cita Marilaine.

Aumentando a lista de acusações, temos uma verdadeira cachoeira de cafeína. Segundo a nutricionista, os refrigerantes mais consumidos no Brasil são os de guaraná e de cola, que naturalmente são ricos em cafeína. “Em excesso ela causa as dilatações dos vasos sanguíneos, excitação, liberação de adrenalina e aumento da pressão arterial”, afirma. “Existem alguns estudos que ligam o consumo exagerado desta bebida com o câncer de esôfago. Isso porque os gases incham o estômago e causam refluxo”, diz Marilaine.

Para piorar, o refrigerante ainda consegue piorar quadros pré existentes, como gastrite, problemas de flatulência e o aumento dos níveis de colesterol. “É bom deixar o consumo destas bebidas para ocasiões especiais. Mas o ideal é mesmo o corte”, sentencia a nutricionista.
 

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