As investigações em torno do sequestro da jovem Clara Alves Campos ficaram focadas em Franca. Uma equipe do Deoesp manteve contatos com a Polícia Civil francana cruzando informações e checando denúncias. As evidências de que a quadrilha seria de Franca estavam nas apurações por onde Clara esteve durante o crime. Detalhes das investigações não são revelados, mas fontes disseram que grampos telefônicos foram fundamentais para o fechamento do cerco aos suspeitos.
Durante os trabalhos, os policiais também descobriram uma possível rota do tráfico de drogas entre Franca e Cássia (MG). Numa casa do Jardim Alvorada, que seria alugada por Lucas Andrade Rodrigues - um dos suspeitos do sequestro -, os agentes mineiros encontraram porções de maconha e material para embalar drogas. Um rapaz que divide o aluguel do local com Andrade, que não foi encontrado, passa a ser averiguado no crime de tráfico de entorpecentes. A ocorrência foi registrada e será apurada pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Franca
O SEQUESTRO
A ocorrência registrada em Cássia, no dia 18, informava que estudante Clara Campos foi sequestrada por quatro bandidos armados quando saía de sua casa para ir à escola. A garota estava no carro dirigido por sua mãe, quando os sequestradores as abordaram. Um bilhete foi deixado pedindo R$ 1 milhão de resgate. No dia seguinte, a jovem foi deixada amarrada na zona rural de Patrocínio Paulista. Clara conseguiu se soltar e fugiu em direção à rodovia Ronan Rocha, onde pegou carona e foi levada para a delegacia de Patrocínio.
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