Ame, para ser amado


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Na maioria das famílias as crianças não são ensinadas a se amar e se valorizar. Na verdade, o que mais aprendemos é aceitar que devemos ser criticados sempre e nos acostumamos com isso.

Com o tempo, na pré-adolescência e, às vezes, pouco antes, nas meninas começa a nascer a critica interior, aquela voz que nos bloqueia dizendo “você está gordo”, “seu cabelo não é igual ao maioria das meninas”. Com o passar dos anos, “Você já está velha demais para encontrar alguém”.

Há diferença entre a ‘auto estima’ e o ‘se amar’. Pessoas podem ter auto estima alta porque aprenderam para poderem sobreviver melhor às adversidades da vida, mas não necessariamente se amam como deveriam. Auto estima é “Eu gosto de mim porque sou boa pessoa, sou bom profissional”, o que é diferente de se amar incondicionalmente, mesmo que você não seja ou esteja como exatamente como você gostaria.

Não estamos treinados a fazer isso. Nossas crenças adquiridas com os anos também atrapalham muito, e cada vez nos tornamos mais duros com nós mesmos.

Crenças como “Mulheres após certa idade não interessam mais aos homens”, “Homens que se separam nunca mais encontrarão sua cara metade” e “Todo casamento está fadado a falir” povoam nossas mentes e nos fazem recuar.

Precisamos aprender a nos amar e nos admirar. Se não o fizermos, porque outra pessoa fará? Do mesmo modo como aprendemos a ser criticados e a absorver crenças, precisamos aprender a nos amar.

Partilho algumas técnicas para que possamos nos treinar a aumentar nosso amor próprio: (1) Quando você não está feliz consigo mesmo use a sigla que chamo de CAC – Conscientize-se do que não está lhe agradando. Saiba o que lhe incomoda, tanto pode ser fisicamente como internamente; Aceite esse sentimento sem julgar ou estar com raiva de si mesmo; aceite o que está sentindo; Compaixão de si mesmo – Entenda seus sentimentos sem justificá-los, só seja empático.

Pode parecer muito simples, mas as melhores práticas e ferramentas que existem geralmente são simples e se tornam extremamente profundas a partir do momento em que você aceita usá-las. Acabe o debate com você mesmo, simplesmente se aceite. (2) Aprenda a cuidar de si mesmo – Faça duas vezes por dia a seguinte pergunta: “Qual a coisa mais significante que eu poderia fazer por mim mesmo agora?”. Pode ser desde a coisa mais simples como tomar um copo d’água, parar para fazer uma massagem ou até planejar algo para um futuro próximo. Cada vez que você perguntar a resposta será variada em momentos diferentes.

Com esta simples pergunta você começa a se cuidar e se conhecer, nas pequenas coisas. (3) Por 15 dias coloque em um papel duas qualidades que você tem. Ao final desses 15 dias releia as 30 qualidades que você colocou.

Com isso você terá que tomar consciência das qualidades que já tem mas não prestava atenção como, por exemplo, “Sou uma pessoa companheira”, “Sou uma pessoa atenciosa”.

Estas pequenas coisas podem trazer grandes resultados para sua vida. São hábitos que nunca foram incentivados.

Fossem ensinados junto com nossa primeira cartilha, nossas vidas seriam diferentes. Experimente!

Margareth Signorelli
Coaching em relacionamento 

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