A natureza é sábia. Ela consegue equipar certos bichos com armas biológicas poderosas. Quando eles são atacados pelos predadores, ou agredidos pelo homem , lançam mão dessas armas. Pode ser uma secreção, um líquido, um veneno, um esguicho e até um choque elétrico. Vamos conferir?
Para se livrar de seus perseguidores, o gambá vira-se de costas, finge-se de morto e lança antes um líquido muito fedido no ar. Os predadores fogem, pois não conseguiriam comer uma carne de cheiro tão desagradável. Depois que os agressores vão embora, o gambá volta à sua posição normal e continua seu caminho.
O polvo exibe outra tática. Ele solta um jato de tinta escura que deixa a água ao seu redor ne-bulosa. Aproveitando-se disso, empreende fuga, deixando o predador perdido com a informação: onde estaria afinal a sua provável caça? A esta altura, bem distante dali.
Alguns tipos de tatu se enrolam e chegam a rolar no chão, deixando seus predadores sem ação. Acontece que seu corpo é protegido por escamas duras mas flexíveis, que se movimentam a uma reação de medo e se encaixam umas sobre as outras, enquanto o tatu vira uma bola. Daí seu nome: tatu-bola.
A naja é a cobra mais venenosa que existe. Mas não é muito comprida. Para se defender de ataques, ela estica seu pescoço para parecer maior do que é. Se não consegue alcançar seu agressor, esguicha seu veneno, tão perigoso que pode cegar animais ou o próprio homem se cair em seus olhos.
E quem é que usa choque elétrico para reagir a uma agressão? O poraquê, um peixe que mora nos rios da Amazônia. Embora não se tenham documentos, os povos ribeirinhos contam histórias de poraquês que matam jacarés com suas descargas elétricas. Que as suas descargas podem acender uma lâmpada e ferir um homem é fato.
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