Polícia prende suspeito de sequestrar jovem de Cássia


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A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais prendeu um suspeito de ser integrante da quadrilha que sequestrou a estudante Clara Alves Campos, 15, em Cássia (MG). O rapaz é um comerciante de 21 anos e mora na mesma cidade que a vítima. A polícia mineira não revela detalhes da prisão e qual seria a participação do suspeito no crime, mas confirma que ele está recolhido na cadeia de Passos (MG). De acordo com a assessoria de comunicação do Deoesp (Departamento de Operações Especiais) da Polícia Civil de Minas, o rapaz foi preso em Franca.

Segundo fontes ligadas à polícia, o preso é o comerciante Lucas Andrade Rodrigues, 21, residente no bairro Cássia Lar. Rodrigues foi investigado pela equipe do Deoesp e localizado na segunda-feira em Franca. O rapaz foi abordado nas proximidades do Posto Travessia, no Parque Progresso, quando desembarcava de um ônibus. O suspeito foi imediatamente levado para a delegacia de Cássia, onde prestou o primeiro depoimento e depois foi levado para a cadeia de Passos. A Justiça mineira determinou sua prisão temporária.

Em Cássia, ninguém da polícia fala oficialmente da participação do jovem no crime, mas afirmam que ele foi preso e está sendo investigado. Lucas mora com os pais numa casa de classe média. O rapaz, segundo moradores da cidade mineira, já trabalhou como comerciante. “Ele tinha uma loja de roupas aqui no Centro, mas faz mais de um mês que ele vendeu o comércio. Para mim, foi uma surpresa quando falaram que ele estava preso e que seria o sequestrador da Clarinha”, disse a estudante Lígia Aparecida, 19.

Se a polícia se cala, os boatos dominam a pequena cidade. Alguns moradores falam que existem mais pessoas presas e que seriam funcionários da fazenda dos avós da estudante e que até uma mulher estaria também envolvida no sequestro. A Polícia Civil só confirma a prisão de um suspeito e não revela mais detalhes das investigações. Segundo apurado pelo Comércio, o comerciante preso não seria parente da vítima nem ex-funcionário da fazenda pertencente ao avô da estudante.

As investigações estão a cargo do Deoesp, que mantém em Cássia uma equipe. Os policiais, segundo fontes ligadas à polícia, apuram a participação de mais três pessoas no sequestro. Entre os suspeitos, dois poderiam ser de Franca. O setor da antissequestro da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) auxilia nos trabalhos, mas também não revela detalhes.
 

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