Consumo de energia elétrica em Franca cresce 46% em 10 anos


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 Computadores, TV, DVD e aparelhos de som fazem parte do dia-a-dia do biólogo Caio Eduardo Acciari Latorraca. A conta de energia no fim do mês chega a R$ 170
Computadores, TV, DVD e aparelhos de som fazem parte do dia-a-dia do biólogo Caio Eduardo Acciari Latorraca. A conta de energia no fim do mês chega a R$ 170

Indústria, comércio e residências de Franca consumiram, juntos, 46% a mais de energia elétrica em 2010 que o observado em 2001. O índice é maior que a média do Estado de São Paulo, que em dez anos teve aumento de 41,7% no consumo. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pela Fundação Seade, em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a Secretaria de Energia.

Os números apontam que em 2010 o consumo de energia elétrica total do município foi de 631,9 mil MWh (Megawatt-hora), sendo 238,4 mil MWh consumidos em residências, 160,3 mil MWh provenientes da indústria e 128,6 mil MWh gastos no setor de comércio e serviços.

Apesar de a maior fatia do consumo de energia elétrica concentrar-se nas residências, foi no setor de comércio e serviços que houve maior variação de consumo na última década, com crescimento de 84,8%, seguido de 46,5% no setor residencial e 32,9% no setor industrial.

De acordo com o economista Vicente Golfeto, as residências são as campeãs do consumo de energia elétrica devido ao aumento do nível de conforto da população. “Hoje as pessoas têm mais eletrodomésticos, computadores, televisores e demais aparelhos que fazem uso da eletricidade. Há condições para que elas invistam nesse tipo de conforto”, ressalta o economista. “Há ainda muitas pessoas que trabalham em casa. Isso é um fato comum em Franca, onde muitas vezes ocorre o deslocamento da produção industrial (bancas de pesponto) para a residência, por exemplo. O home-office também é outra tendência que contribui para o aumento do consumo de energia nas residências”, completa.

Já o crescimento do consumo de energia no setor de comércio e serviços está relacionado à nova vocação econômica da cidade. “Franca está construindo uma economia urbana, de comércio e serviços, e deixando para trás o enfoque que antes era dado somente à indústria calçadista. O serviço nasce como consequência da renda. Se as pessoas têm renda, cresce a oferta de serviços e consequentemente, cresce o volume de energia elétrica consumida nesses locais”, diz o economista.
 

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