Sem recursos financeiros, os candidatos da região improvisam comitês que são utilizados para reuniões e pontos de distribuição de material de campanha. No máximo alugam um cômodo onde colocam um computador e cadeiras de plástico ou bancos de madeira para receber os eleitores. Nem mesmo um café é garantia de ser servido. Há ainda casos como o de Gilmar Marques (PDT), candidato a prefeito de Rifaina, que separou um cômodo da própria casa para montar seu comitê. “O partido não tinha recursos para alugar um espaço e como eu não teria condições de pagar do meu próprio bolso tive que improvisar na minha casa mesmo.” No espaço, apenas uma mesa e cadeiras.
A economia pesou na decisão de três dos quatro candidatos a prefeito de Pedregulho. Apenas Eduardo Jorge Saadi Júnior (PSD) alugou um cômodo para se reunir com os militantes e guardar “santinhos” e bandeiras.
Em Restinga, o candidato a prefeito Amarildo Nascimento (PMDB) é o único com comitê oficial. Mesmo assim, o imóvel de 50 metros quadrados foi inaugurado somente há uma semana. No espaço, foi instalado um computador e algumas cadeiras para receber os eleitores. “Para economizar, optamos por inaugurar somente na reta final da campanha”, disse Paulo Bacagini, um dos assessores do candidato, que não informou o preço pago pelo imóvel.
Já Paulo Pitt (DEM), também candidato em Restinga, faz as reuniões nas casas de militantes. “Os locais são decididos durante as reuniões. Achamos que seria um gasto alto para manter um comitê”, disse um dos colaboradores, Danilo Nunes. Como equipamento, o partido conta apenas com um notebook. Nada também de comitê oficial para Donizete Montagnini (PSC), o Zetão. Os encontros são realizados todas as segundas-feiras na chácara da família do ex-prefeito Clarindo Ferracioli, Belão, falecido há dois anos. Tiveram que providenciar apenas caixas de som e um computador.
O PT de Patrocínio Paulista não tinha muito recurso para investir em um comitê totalmente estruturado. “Temos apenas um computador, uma pequena televisão e um banco de madeira para receber os eleitores. Não tivemos condições de comprar nem geladeira”, afirmou a assessora do candidato Marcos Ferreira, Lúcia Bertelli, sem revelar quanto o partido gasta com o aluguel.

Foto: Rafael Mulinari/ Comércio da Franca
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