Cerca de 400 alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental estão sem poder ir às aulas depois que uma forte ventania causou estragos na Escola Municipal “Jornalista Granduque José”, em Ribeirão Corrente. Os ventos de 84 km/h que deixaram um rastro de destruição em Franca na última sexta-feira também atingiram a escola da cidade vizinha, por volta das 15h30. O vendaval durou de 15 a 20 minutos, destruiu salas e causou pânico entre os funcionários, alunos e professores presentes no local. Apesar dos estragos, ninguém se feriu.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Rosilaine Silveira, os alunos só voltarão às aulas amanhã, quando serão transferidos para a Escola Municipal “Farid Salomão”, que oferece os níveis pré-escolar e do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Hoje, carteiras da “Granduque José” serão transportadas para o local. O prédio está interditado e ainda não há previsão de ser reaberto.
Na tarde de sexta-feira, havia aproximadamente 180 estudantes no recinto. De acordo com a diretora da escola Regina de Fátima Mendes, era hora do recreio quando os ventos se intensificaram repentinamente. “A gente começou a gritar, as crianças ficaram assustadas e estavam chorando... Corremos para colocar todos os alunos nas salas de aula. Assim que os ventos e a chuva ficaram mais fracos, levamos todos os alunos para o ginásio de esportes.”
O vendaval causou muitos danos ao prédio. O teto de uma sala de aula desabou, as paredes do pátio sofreram rachaduras, áreas como a secretaria e a cozinha ficaram destelhadas, e, com isso, se alagaram com a chuva. A escola também perdeu muitos equipamentos, como ar-condicionado, computadores, câmeras de monitoramento, um projetor e até uma lousa digital.
“Senti muito medo de acontecer alguma coisa às crianças. A gente acaba preservando a vida deles e colocando a nossa em risco. Eu saí pelo pátio correndo para tentar levar todos os estudantes para as salas de aula. Ver tudo caindo e as crianças chorando me fez sentir impotente. Foi desesperador mesmo”, disse a diretora.
Segundo Joselito Campos da Silva, diretor dos Serviços Municipais, Obras e Habitação de Ribeirão Corrente, os prejuízos com a estrutura da escola ficaram em torno dos R$ 50 mil. A secretária municipal de Educação, Rosilaine Silveira, completa que os equipamentos avariados representam um ônus adicional de R$ 50 mil. “Nós não teremos que arcar com as despesas de manutenção, porque a escola está segurada”, afirmou Silva.
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