Após a chuva, Franca amanhece com 4 mil pontos sem energia


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Cobertura foi arrancada pela força dos ventos e da chuva, na noite de ontem; tempestade ocasionou falta de luz e água
Cobertura foi arrancada pela força dos ventos e da chuva, na noite de ontem; tempestade ocasionou falta de luz e água

A manhã de sábado em Franca foi marcada pelo levantamento e conserto dos estragos causados pela chuva e vendaval que atingiu o município na tarde de sexta-feira. De acordo com a assessoria de imprensa da CPFL Paulista, cerca de 3,9 mil unidades consumidoras amanheceram ainda sem energia elétrica. De acordo com o engenheiro da companhia, Luís Carlos Silva, as equipes operacionais da CPFL trabalharam ao longo do dia para o restabelecimento do serviço. “Ainda tivemos alguns problemas pontuais, porém nada de muito grave”, disse.

Na rua José Henrique de Almeida, um fio de alta tensão caído no meio da rua preocupou os moradores durante toda a manhã de sábado. O marceneiro Odair Ferreira conta que fez diversas ligações para CPFL, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil para tentar resolver o problema e evitar um acidente, mas até as 12h30 de sábado nada havia sido feito.

Segundo Silva, reforços de outras cidades atendidas pela empresa chegaram a Franca para solucionar os problemas o mais rápido possível e o fio caído no Santa Ilda já estava na programação.

ÁGUA
A Sabesp, que também foi atingida pela falta de energia na tarde de sexta-feira, deixou de produzir 14 mil m3 de água durante as quatro horas em que ficou paralisada. No entanto, a situação foi parcialmente revertida com a operação das três bombas da Estação de Tratamento de Água durante a madrugada de sábado. “Nossa capacidade de recuperação está maior. Com as temperaturas mais baixas e a consequente queda no consumo, os cortes que houver serão de curta duração”, disse Rui Engrácia Garcia, gerente distrital da Sabesp. A previsão era de que os reservatórios estivessem completamente recuperados até a manhã deste domingo.

MAIS ESTRAGOS
Além de queda de árvores e destelhamento de casas, o temporal também causou estragos em eventos e pontos comerciais. A estrutura da Festa de San Gennaro da Apae foi totalmente destruída, e o evento foi cancelado (leia mais em texto nessa página).

O proprietário do Posto Estrela, Paulo Alves de Castro, teve um prejuízo de cerca de R$ 3 mil com o temporal. Parte do telhado em policarbonato da área de troca de óleo do posto foi arrancada pelo vento. As telhas ainda atingiram o telhado do restaurante vizinho. “As telhas voaram mais de 150 metros. Além de trocar meu telhado, chamei um pedreiro para consertar o estrago no restaurante”, disse.

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