Na última terça-feira, a professora Márcia (nome fictício), 53, de Cássia, como de costume, se deitou por volta das 22 horas. Antes rezou por Clara Alves Campos, a adolescente de 15 anos que havia sido sequestrada naquela manhã. Aproveitou para ler três orações do livro que ganhou de uma sobrinha: O Poder da Oração para Mulheres. Abriu o livro três vezes e leu as orações de forma aleatória. Duas vezes, parou na mesma oração que tinha o tema “minhas finanças”. Parecia um aviso.
No meio da noite, Márcia acordou assustada com o barulho da barra de ferro que trava a porta da sala caindo no chão. O ladrão que invadiu a casa dela na madrugada conseguiu arrombar a porta da sala, que estava trancada na fechadura e com dois trincos, além da barra de ferro.
Ela tentou pular a janela da cozinha para pedir socorro ao vizinho, mas o assaltante a flagrou na janela e a puxou pelos cabelos. Com um punhal fincado em seu pescoço, o homem a arrastou pela casa exigindo dinheiro. Márcia havia sacado parte do salário naquele dia. “Ele me rodou pela casa inteira puxando meu cabelo como se eu fosse um saco de lixo. E pedia dinheiro. Eu só conseguia apontar que a bolsa estava na cozinha.”
O ladrão levou a bolsa com cerca de R$ 800, cartões de crédito e talões de cheque. Márcia bateu a coluna num degrau que liga a cozinha à sala e precisou ser medicada. Assustada, decidiu investir cerca de R$ 6 mil para instalar cerca elétrica na casa toda e câmeras de segurança, aumentar o portão de entrada, colocar grades nas janelas e na porta de entrada da cozinha. “Eu me sinto a bandida. E os bandidos estão livres porque estou me trancando em casa. Pela vida, a gente tem que fazer isso.”
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