Alma Inquieta


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Na leda festa em que a vi, tão linda,
Toda de preto, no esplendor da sala,
Corpo elegante, que, me lembro, ainda,
Do seu sorriso e de sua doce fala.

Tinha no olhar a terna luz que embala,
Uma esperança de um poeta, infinda,
Quando em seu leito um leve aroma exala,
Da flor amada esperando a vinda.

Olhou-me, triste, e eu me lembro, ainda,
Talvez, pedindo nesse olhar que fala,
Um céu de amor! Uma ilusão mais linda,

Talvez, um beijo que o olhar retrata!
Fiquei olhando-a no esplendor da sala,
Dentro de um sonho divinal que mata!...

João de Oliveira, foi professor, advogado e poeta. Natural de Mococa, mudou-se para Franca em 1945. Foi integrante da primeira turma da Faculdade de Direito de Franca. O soneto acima faz parte da primeira Antologia de Poetas Francanos, publicada em 1967
 

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