Piter não é mais jogador da Francana. O clube e o atleta chegaram a um comum acordo e o atacante assinou ontem seu desligamento. Agora, Piter, de 29 anos, está liberado para acertar com outra agremiação. A rescisão de contrato foi confirmada pelo time esmeraldino. Artilheiro da Veterana no Campeonato Paulista da Série A-3 deste ano, com 10 gols, Piter tinha contrato vigente até maio do próximo ano. No segundo semestre, na disputa da Copa Paulista, o jogador participou apenas de uma partida. Jogo este pela segunda rodada da competição, na vitória de 1 a 0, contra o Comercial, no Lanchão.
“O jogador não tem mais vínculo com a Francana. Foi entregue um atestado liberatório e, a partir de agora, ele está livre para negociar com qualquer outro clube”, afirmou o presidente da Veterana, Fahim Youssef Issa Neto, através da assessoria de imprensa do clube.
Diferentemente do início do ano, quando o jogador em campo resolveu a escassez de gols e caiu nas graças da diretoria e da torcida, para a Copinha, o atacante que era solução em campo causou problemas fora dele. Piter entrou em conflito com a comissão técnica esmeraldina. O primeiro deles, durante um treinamento sem a presença do técnico André Oliveira. Na ocasião, o jogador deixou o trabalho antes do término para resolver questões particulares, sem obter autorização do preparador físico, Luiz Roberto, quem comandava a atividade.
O ato de indisciplina desagradou a comissão técnica e também membros da direção. Mas, pelo menos publicamente, o fato não rendeu grandes desdobramentos. Mas aí veio o segundo episódio, quando Piter foi barrado da partida contra o Velo Clube por não estar, segundo a comissão médica do clube, em plena condições físicas.
Irritado, o jogador disparou contra o clube. Com o fato, o jogador foi comunicado pelo supervisor de futebol, Marcelo Gerolamo, que passaria a treinar separadamente do elenco esmeraldino. Piter, no entanto, não compareceu aos treinamentos previstos e entrou em “pé de guerra”, novamente, com o clube.
A história foi parar na Justiça e está longe de uma solução. O clube registrou que o contrato de trabalho do atacante foi rescindido por justa causa. Especula-se que o salário mensal do atleta era aproximadamente de R$ 1 mil. O atacante alega que o acordo firmado entre as partes era superior. A reportagem tentou entrar em contato por telefone com Piter, mas o atleta não foi encontrado.
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