Estudante sequestrada é libertada em Patrocínio


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Carro com a estudante Clara Campos deixa a delegacia de Patrocínio Paulista rumo à cidade mineira de Cássia
Carro com a estudante Clara Campos deixa a delegacia de Patrocínio Paulista rumo à cidade mineira de Cássia

Terminou, na manhã de ontem, o sequestro da estudante Clara Alves Campos, de 15 anos. A jovem foi deixada amarrada numa propriedade rural próxima a Patrocínio Paulista. Clara conseguiu se soltar e fugiu em direção à rodovia Ronan Rocha, onde pegou carona e foi levada para a delegacia de Patrocínio. Clara foi raptada por quatro homens armados e encapuzados na manhã de terça-feira, quando estava saindo de sua casa para a escola. Um bilhete foi deixado pelos marginais pedindo R$ 1 milhão de resgate. Familiares da vítima informaram que não foi pago o resgate exigido pelos criminosos.

A estudante ficou como refém da quadrilha por mais de 24 horas. Mas ontem, pouco antes da 11h45, o fim do drama. Clara Alves Campos chegou na delegacia de Patrocínio Paulista sem ferimentos. Segundo a polícia, a jovem foi levada pelos sequestradores para próximo de uma mata. No local ela teve as mãos amarradas por uma fita adesiva. “Ela disse que os bandidos a deixaram perto de uma árvore na mata dizendo que iriam entrar em contato com sua família. Ela ficou sozinha e aproveitou para se desvencilhar e fugir. Procurou ajuda na estrada, onde pegou carona e foi deixada aqui na delegacia”, disse o delegado Marcelo Rodrigues, titular da unidade de Patrocínio Paulista.

A estudante disse para a polícia que não foi agredida pelos marginais, mas que ameaças foram feitas, caso ela comentasse sobre o sequestro. Ainda segundo a menor ela permaneceu durante todo tempo com pelo menos três assaltantes. Clara ainda estava com o uniforme da escola. Agentes do Deoesp (Departamento de Operações Especiais) da Polícia Civil de Minas rumaram para Patrocínio Paulista, onde se encontraram com a adolescente. Sua irmã e alguns parentes também estiveram na cidade. “A irmã dela esteve juntamente com os policiais do setor antisequestro de Belo Horizonte. Eles estão no caso. A vítima estava bastante abalada e não soube dizer detalhes dos sequestradores. Ela disse que após ser levada passou a noite no quarto de uma casa, que não sabe se é em Franca, em Patrocínio Paulista ou em Itirapuã. A Polícia Civil de Cássia deve ouvi-la nos próximos dias para ter mais detalhes”, disse Rodrigues.

A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais afirma que não houve o pagamento do resgate. Para eles, os criminosos resolveram soltar a menina em decorrência da grande repercussão do sequestro e da grande movimentação policial em torno do caso. “As investigações continuam com objetivo de encontrar os suspeitos. A menina esta bem e não houve o pagamento do resgate”, disse Carlos Alves, delegado regional da cidade de São Sebastião do Paraíso.

CHEGADA NA CIDADE
Moradores de Cássia ficaram mais aliviados com a informação que a estudante estava bem. Clara chegou em sua residência pouco depois das 13 horas, acompanhada da irmã e de outros familiares, em um carro da Polícia Civil. A rua foi cercada com cones. Na porta de sua casa, amigos da escola a esperavam com emoção e alívio. A mãe da adolescente, Iolanda Campos, disse estar aliviada com a liberdade da filha. “O susto passou. Estamos mais aliviados graças a Deus. Não aconteceu o pagamento do resgate, a polícia fez um ótimo trabalho”, disse a mulher.
 

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