O diretório municipal do PT em Ribeirão Corrente vive tempos difíceis. O racha interno tem sido assunto em rodas de conversa na cidade. A divisão do partido veio à tona depois que o grupo de oposição ao ex-prefeito e atual presidente do diretório, Airton Montanher, passou a questionar a veracidade de uma promessa feita há anos.
Quando prefeito no período de 2001 a 2008, Airton Montanher (PT) prometeu doar todo o seu salário como chefe do Executivo - R$ 6,5 mil à época. Os beneficiários seriam o Departamento de Promoção e Bem-estar Social, com 80%, e o diretório do partido, com 20%.
Durante os oito anos, não houve questionamento sobre a boa ação do então prefeito. Agora com a chegada das eleições municipais, o ex-presidente do partido, Fábio César Pulheis, e o ex-tesoureiro, Amauri dos Santos, acusam Montanher de nunca ter doado o dinheiro. “Eu era e ainda sou o diretor de finanças da Prefeitura, se as doações ao Departamento Social tivessem acontecido, teriam passado por mim. Como tesoureiro do partido, na época, também saberia se o repasse de 20% do salário tivesse sido depositado na conta do PT. Nenhuma das duas coisas ocorreu”, disse Amauri dos Santos.
A atual diretora do Departamento Social, Sandra Pulheis, também afirma não ter encontrado documentos que comprovam a doação. “Entre os arquivos de 2001 e 2008, nada consta. Podem ter arquivos em outros lugares, não aqui no departamento.”
O ex-presidente do partido, Fábio Pulheis, que declara não apoiar nenhum dos candidatos, afirma que o PT cobrou o pagamento das doações previstas no estatuto do partido. “Chegamos a cogitar a expulsão dele, mas ficamos em uma situação difícil já que na época ele era prefeito. Hoje não apoio ele porque não concordo como ele age.”
Para Airton Montanher, que disputa agora a eleição, tudo não passa de uma rixa política. “Eles continuam filiados ao partido, mas estão engajados na campanha do outro candidato (Antônio de Pádua Alves - PSDB). Qual o objetivo deste questionamento? Eles estão com segundas intenções.”
O ex-prefeito disse que fez, sim, as doações e prometeu apresentar os documentos de comprovação nesta quinta-feira. “Eu tenho como provar que cumpri o que prometi. Eu não precisava desse dinheiro. Sou agricultor.”
Airton não explicou os motivos que fizeram com que seus companheiros de partido resolvessem apoiar seu adversário.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.