Uma estudante de 14 anos foi sequestrada por quatro bandidos armados quando saía de sua casa para ir à escola. Era por volta das 7 horas, quando o terror se instalou na pequena cidade mineira de Cássia. Clara Alves Campos estava no carro da família, dirigido por sua mãe, quando os sequestradores as abordaram. Segundo populares, o bando encapuzado bateu no veículo da família e chegou a atirar. A menina foi retirada do carro pelos marginais, que deixaram um bilhete, onde pediriam R$ 1 milhão de resgaste.
Nenhuma autoridade da cidade quis dar informações sobre o crime, porém, fontes ligadas à polícia disseram que equipes de Passos, Ibiraci e Belo Horizonte estão empenhadas no caso. O Deoesp (Departamento de Operações Especiais) da Polícia Civil de Minas Gerais assumiu as investigações e mantém uma equipe em Cássia.
De acordo com populares, o crime foi por volta das 7 horas de ontem. Clara estava saindo no carro da família, dirigido por sua mãe Iolanda Campos. O destino seria a escola particular Fama (Fundação “Ana de Melo Alvarenga”) no Centro, onde a jovem estuda. Assim que o veículo foi retirado da garagem, mãe e filha foram cercadas por quatro homens encapuzados e armados. Moradores disseram que o carro dos bandidos bateu na traseira do veículo da família Campos, impedindo que houvesse fuga. Três dos bandidos desceram, retiraram a adolescente e a levaram como refém. “Ouvi dizer que a mãe gritava para que os bandidos largassem sua filha e a levassem no lugar dela. Os ladrões chegaram a dar tiros para o alto. Não escutei, mas os vizinhos comentaram que foi isso que aconteceu”, disse uma moradora das imediações de onde a garota foi sequestrada, que pediu para não ter o nome divulgado.
Clara é filha do agricultor Lauro Campos e neta Otávio Borges o senhor “Tavico”, um dos mais tradicionais pecuarista e cafeicultor da cidade mineira.
O delegado Henrique Faleiros não quis comentar o sequestro. A Polícia Militar também não deu informações sobre o caso. A polícia alegou não poder falar sobre o crime para não atrapalhar as investigações. Mas fontes disseram que um bilhete foi deixado no local do crime pela quadrilha, que fugiu num Palio branco. Nele, havia o pedido de resgate. O valor estaria em torno de R$ 1 milhão. Um contato seria feito em 48 horas.
Desde o anúncio do sequestro, há uma intensa movimentação de policiais civis na cidade. Uma equipe do Deoesp trabalha nas investigações. A família da menina passou todo o dia dentro da residência cercada por policiais. A Polícia Civil do Estado de São Paulo também foi comunicada do crime. O Setor Antissequestro da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca está em alerta por determinação do Deinter-3 (Departamento de Polícia do Interior). Os policiais da especializada não falaram sobre o caso.
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