O lavrador Danilo Masson Lopes, 19, morreu na manhã deste domingo após se afogar em uma represa na Fazenda Paraíso, no quilômetro 6 da estrada vicinal Argemiro Leonardo, em Cristais Paulista. Segundo familiares, a vítima foi nadar na represa, nos fundos da propriedade, com mais dois amigos e acabou tendo uma crise convulsiva. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o jovem ficou por meia hora embaixo d'água e foi encontrado sem vida.
A tragédia aconteceu por volta das 11 horas. De acordo com a dona de casa Marilda Aparecida Masson Lopes, 42, mãe de Danilo, ele acordou e recebeu a visita de dois amigos que, segundo os familiares, são da mesma idade e moram em Franca, mas não tiveram os nomes revelados. Depois de tomar o café da manhã, resolveram nadar. “Ele tinha feito uma vitamina com bastante banana. Ele e os amigos foram para entrar na água. Eu falei para eles não irem, mas como você segura um rapaz de 19 anos em casa? Um dos meninos sabia nadar, o outro tinha muito medo de água e não entrou”, contou a mãe.
Próximo a casa da família, há duas represas. Uma fica logo na estrada da lavoura. A outra fica mais aos fundos e foi enchida recentemente para fazer a irrigação da plantação. Foi ela, a mais perigosa segundo Marilda, que os jovens escolheram para se refrescar. “Tem a outra, tanto é que ele não ia nessa (onde se afogou). Eles (os amigos) pediram e ele foi, eu falei: meu filho, não pode. Dá convulsão. Mas ele disse: mãe, está calor, não vai acontecer nada. Ele deu uma ponta e não voltou mais”, completou a dona de casa.
Familiares que estavam na casa foram chamados para ajudar no resgate, junto com um dos amigos que nadava. Ninguém conseguiu puxar Danilo para a superfície. A vítima ficou embaixo d'água por cerca de meia hora, e apenas os homens do Corpo de Bombeiros conseguiram tira-lo. De acordo com familiares, o lavrador cuspiu muita água e tudo o que havia comido quando foi retirado. Há também a suspeita de congestão. “Ele tomava remédio controlado e tinha crises convulsivas. Fazia tratamento, só que estava controlado. Era uma pessoa normal, ele trabalhava, estava feliz por estar trabalhando”, finalizou Marilda.
O corpo foi removido pela Funerária Francana já no início da tarde. Danilo estava morando na fazenda com a família há dois meses para trabalhar na lavoura de café. Antes, morava no Jardim Luiza, em Franca. Até às 15 horas, não havia informações sobre o sepultamento.
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