O serviço de velórios virtuais foi desenvolvido para ser privado, disponível apenas para amigos e familiares da pessoa falecida. Mas alguns internautas, dotados de uma curiosidade mórbida, adotaram o hábito de caçar links de velórios que estejam acontecendo em tempo real em qualquer parte do país.
Os “voyeurs da morte” contam com uma comunidade no Orkut, de 4.212 membros, e até mesmo uma conta na rede de relacionamentos Twitter, que possui 155 seguidores. Na primeira, além dos links para os velórios, os usuários também aproveitam para discutir assuntos relacionados à morte, como o que acontece depois dela, por exemplo.
“Essa curiosidade pelos velórios virtuais é inerente à temática morte”, diz Pedro Henrique Suassuna, um dos participantes de uma comunidade no Orkut sobre curiosidades e que já viu velórios virtuais. “O desconhecido tem o poder de causar diversas reações, como medo e angústia. Como o fenômeno das redes sociais, o velório virtual é apenas um meio novo de refletir características naturais da velha psique humana.”
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