Balada na noite francana recebe investimentos de R$ 800 mil


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 Banda se apresenta no Barcode, um das novas casas que abriram as portas em Franca neste ano
Banda se apresenta no Barcode, um das novas casas que abriram as portas em Franca neste ano

Antes resumida a uma única avenida e poucos bares, a noite de Franca está em expansão. De dezembro do ano passado até julho último, seis novos estabelecimentos entre bares, boates e casas de shows foram inaugurados na cidade com um investimento superior a R$ 800 mil. Segundo os empresários da noite, o município estava carente de opções de divertimento para jovens e adultos.

Além de incrementar o mercado de lazer noturno, os novos negócios também têm contribuído para a diversificação dos ritmos da noite francana. Embora o sertanejo ainda domine, estilos como o eletrônico, o pop rock e até MPB têm ganhado espaço.

Idealizada ao longo de dois anos pelos amigos e agora sócios proprietários Rodolfo Silva, Fransérgio Carneiro, e Rogério Diamantino, a boate Party House é a mais nova opção para quem não curte ficar em casa no fim de semana. Aberta na segunda quinzena de junho, a casa ficou em obras durante quatro meses para reforma do prédio que conta com dois pisos, sendo o superior destinado ao camarote e o primeiro, à pista de dança. Voltada para o eletrônico, a Party House funciona todas as sextas-feiras e destina os demais dias para festas particulares.

“A ideia é fazer ao menos duas grandes festas mensais e locar o espaço para outros eventos”, disse o gerente Igor Cunha. Segundo ele, a intenção dos sócios era criar um local diferente para a cidade e voltar a movimentar a avenida Champagnat, onde a boate está instalada.

Com um novo conceito de balada inspirada nas grandes casas da capital, o Club Lottus também abriu as portas em junho. Dos mesmos proprietários que comandaram as extintas boates Victória e Diesel, a nova casa funciona de quinta a sábado, no Distrito Industrial, e promove eventos voltados para o público hétero e GLS de classe média alta. “Não somos uma boate só gay, atendemos todos os públicos. Tem festas que quase não tem a galera GLS”, explicou o promoter e sócio proprietário do local, Milton Alves .

Miltinho, como é mais conhecido, diz estar no ramo de boates fixas há 7 anos e acredita que para sobressair nesse mercado em expansão é necessário buscar diferenciais. “Somos uma boate eletrônica, mas que sempre traz atrações, cantoras, shows.”

Destinado a um público não tão alternativo e com um visual mais rústico na decoração, a Venda do Rico foge do conceito de boate, mas tem colocado muita gente para dançar de quarta a domingo, sempre após as 20 horas. O local, inaugurado em dezembro do ano passado, é um bar que oferece shows de duplas sertanejas locais e regionais para uma galera mais adepta à cultura caipira. No espaço, que ganhou recentemente um barracão, houve um investimento de cerca de R$ 100 mil e outros R$ 25 mil, em média, são gastos por mês com atrações.

Vizinho da Venda do Rico, em uma área com muitas árvores, gramado e até um lago, surgiu em março deste ano o Pier 888. Para o proprietário Vinícius Hukumoto, a proposta foi criar um bar e uma casa de shows dentro da cidade, mas em contato com a natureza. “Franca é uma cidade sertaneja, que estava carente de novas opções para a diversão na noite. O nosso forte é o sertanejo, mas também temos diversificado as atrações com bandas de pop rock e até show de stand up”, disse. Por mês são gastos cerca de R$ 50 mil na contratação de artistas para shows que reúnem até 1,6 mil pessoas. “Franca é uma cidade que cresceu muito. O público da balada pedia mais opções.”

Além de muita gente, a Venda do Rico e o Pier têm atraído a atenção da Fiscalização da Prefeitura por conta de som alto. Chegaram a ser fechados alguns dias.
 

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