O prefeito de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcelos, é um dos fundadores do PT naquele município. Foi o primeiro candidato do partido a disputar e vencer as eleições para a prefeitura na cidade. Quatro anos depois, foi reeleito. Na campanha deste ano, Barcelos pretende passar longe da ‘estrela’ do Partido dos Trabalhadores. Após 11 anos, a união terminou de forma nada amigável. Em decorrência de briga interna, Barcelos foi expulso do PT e optou por não recorrer da decisão. Agora, ele pode ser visto pelas ruas de Patrocínio fazendo campanha para o PSDB, que lançou Pedro Hellu como candidato.
Com objetivo de voltar a governar a cidade, o antigo partido de Barcelos formou chapa própria que é encabeçada por seu atual vice-prefeito, Marcos Antônio Ferreira. Se fosse na última eleição, provavelmente os dois estariam juntos. A realidade agora é bem diferente. “Tivemos problemas no meu primeiro mês de governo quando fui reeleito. Não tenho contato com ele nem quero ter”, afirmou Barcellos.
Para o prefeito, apoiar seu antigo rival é normal. “Desde que assumi a prefeitura, ainda no meu primeiro mandato, fui convidado pelo deputado Roberto Engler a me filiar ao PSDB. Não era hora, mas quando fui expulso, o procurei.” Firme no propósito, Barcelos garante que a população não vê com estranheza a mudança “de lado”. “Quando fui candidato, os eleitores me elegeram porque acreditavam no meu trabalho. Não foi por conta do partido.”
VIDA PÚBLICA
Mauro Barcelos se filiou ao PT em 1999. No ano seguinte, disputou a prefeitura, mas não foi eleito. Candidatou-se em 2004, venceu e foi reeleito em 2008. A relação com o Partido dos Trabalhadores começou a apresentar problemas no primeiro ano do segundo mandato. Segundo ele, os vereadores da base passaram a fazer oposição ao seu governo. Considerado “infiel” por dirigentes petistas, foi expulso do partido. Em seguida, filiou-se ao PSDB.
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