Literatura local: crônicas retratam Franca entre os anos 50 e 70


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Mauro Ferreira lança hoje, sábado, seu livro No macio da paina. Evento terá espaço no Laboratório das Artes
Mauro Ferreira lança hoje, sábado, seu livro No macio da paina. Evento terá espaço no Laboratório das Artes

As memórias de uma sociedade francana que viveu o seu auge nas décadas de 50, 60 e 70 reunidas em crônicas que formam um retrato urbano que não existe mais, mas que tornou-se eterno nas páginas de No Macio da Paina, obra do arquiteto Mauro Ferreira que será lançada neste sábado, 15, às 20 horas no Laboratório das Artes. O evento é parte das ações elaboradas pelo centro cultural que comemora 30 anos de atividades artísticas em Franca.

Com uma formação acadêmica em arquitetura, Mauro explica que sua paixão pelas letras é parte de sua formação como gente e o acompanha desde a infância. “Desde menino sou leitor compulsivo e, adolescente, comecei a escrever poesias e pequenas histórias. Durante a formação em arquitetura, também escrevia e lia muito. Isso aumentou meu interesse pela literatura brasileira e latinoamericana.” Foi, a propósito, sua atuação nas páginas dos jornais que possibilitou a articulação de No Macio da Paina, já que seus capítulos são resultado de um apanhado de crônicas que publicou ao longo dos anos.
Comércio - Há quanto tempo dedica-se à escrita?
Mauro Ferreira - Colaboro com a imprensa francana desde 1972 (no Aviso da Franca). Depois escrevi para o Diário e para o Comércio.

Comércio - O trabalho para selecionar as 120 obras que estão no livro foi ‘doloroso’? Afinal, outras tantas devem ter ficado para trás, não?
Mauro - Na verdade, até que não foi tão doído (risos). Havia a questão da qualidade e o objetivo, que era traçar um painel da vida da classe média em Franca durante as décadas de 50 a 70, estruturado em capítulos.

Comércio - Como você disse, as crônicas retratam as épocas de 50, 60 e 70. A construção de No Macio da Paina é cronológica?
Mauro - Não é cronológica, foram sendo articuladas por assunto.

Comércio - Quanto tempo levou para reunir suas preferidas?
Mauro - O trabalho deve ter levado uns três meses, mais ou menos.

Comércio - O que motivou o nascimento do livro e que o título No macio da paina reflete?
Mauro - Queríamos fazer alguma coisa para as comemorações dos 30 anos do Laboratório das Artes. O título relaciona-se a um dos textos. Quando criança, ia dormir na casa de meus avós maternos italianos e, na casa, os travesseiros eram de paina.

O livro será vendido a R$ 30 e estará disponível no Lab. das Artes em seu lançamento e na Livraria Pé da Letra a partir do dia 17 de setembro.

SERVIÇO
Lançamento: No macio da paina,
crônicas de Mauro Ferreira
Abertura: dia 15 de setembro,
às 20 horas
Local: Laboratório das Artes - rua Cuba, 1099 - Jardim Consolação, Franca
Entrada: Gratuita
 

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