Do Amor que não ousa dizer seu nome


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Sabes aquele gosto
Aquele gosto de nada
Da água?- Então, é o Amor.

Aquela palavra que não é nem vida nem morte
E que é vida e morte ao mesmo tempo
Aquela palavra perdida aquela palavra sempre reencontrada
Impronunciável e sempre repetida - o Amor.

Aquele momento de graça entre a vida e a morte
Quando elas se tocam com inocência e ternura
E sangue e luz se unem no casamento
Do Kaos sangrento com a Alma pura - o Amor.

Sabes aquela fermentação obscura
Aquele mel fumado com haxixe
Aquela embriaguez que antes
De ser vinho já está nas uvas? - o Amor.

Agua é vinho para quem vive a liberdade.
Vinho é água para o sedento que tem sede de Amor.

Sentir-se pluma e ave ao mesmo tempo - Amor também.

Aquela Felicidade Sagrada de quem perdeu tudo
E sabe que poderia ter sido pior - o Amor.
 

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