A Polícia Civil identificou e prendeu um dos autores do assassinato da dona de casa Carolina Neves Carrijo, 68 - crime ocorrido em agosto. O sapateiro Túlio Dente, 25, morador no Jardim São Francisco, confessou ontem na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) ter sido ele o autor do disparo. O rapaz alegou que o tiro foi acidental (leia entrevista nesta página). Outros dois comparsas do sapateiro já foram identificados e devem ter suas prisões pedidas pela polícia ainda nesta sexta-feira. Carolina e o marido Melchior Carrijo foram vítimas dos marginais, que invadiram a residência do casal num domingo à tarde para roubar. Túlio atirou no peito da dona de casa, que foi socorrida para o Hospital São Joaquim, onde morreu uma semana depois.
A polícia concluiu as investigações um mês após a morte da dona de casa. Os investigadores Marcos Euclides e Renato Silva trabalharam no caso. Os policiais checaram denúncias e cruzaram informações anônimas do envolvimento de Dente no roubo do casal. Antes, os mesmos policiais descobriram que o sapateiro havia roubado uma fábrica de calçados no Recanto Itambé, zona leste de Franca. “Tínhamos fortes evidências da participação dele na invasão da residência das vítimas, mas faltavam provas. Este mesmo rapaz já tinha sido submetido a reconhecimento por parte do senhor, marido da dona de casa, mas não foi 100%. Tivemos que liberar o suspeito e conseguir mais provas”, disse Marcos Euclides.
Durante os 30 dias, os policiais se concentraram em juntar mais evidências da participação de Dente no assalto à empresa. Na semana passada, a Justiça decretou a prisão do acusado, com base nas apurações do roubo da indústria. Ontem o mandado foi cumprido e o sapateiro foi levado para a DIG. “Com sua prisão decretada, ficou mais fácil a apresentação das provas que tínhamos contra o crime de latrocínio. Aqui na delegacia, acompanhado de um advogado de sua confiança, iniciamos o interrogatório e fomos apresentando o que tínhamos contra ele sobre a invasão da residência. Diante de tudo aquilo que apuramos, o rapaz não teve como negar e confessou o crime”, disse o delegado Márcio Murari, que não deu detalhes das provas.
O sapateiro deu detalhes do crime apontando a participação de cada um de seus comparsas no dia do roubo. Seu depoimento durou mais de três horas. “O acusado informou que recebeu informações de que as vítimas mantinham um cofre dentro da casa e guardavam dinheiro nele. Ele arregimentou os comparsas e juntos foram praticar o crime. Também no depoimento, ele apresentou a versão de que o tiro foi acidental. Disse que se assustou com o cachorro que estava no colo da dona de casa, quando foi pegar um copo com água para ele. Esta versão logicamente ainda será investigada”, disse Murari.
Ainda de acordo do a polícia, os dois outros envolvidos já foram identificados, mas ainda não estão presos. Ambos são moradores do Jardim São Luiz e também estão sendo investigados em outros assaltos. São jovens de 18 e 23 anos com passagens por outros crimes. Seus nomes não foram revelados, pois as prisões ainda não foram decretadas. Todos estão sendo indiciados por latrocínio.
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