Falando para pouco mais de 60 pessoas, a maioria assessores de campanha, os sete candidatos a prefeito de Franca estiveram reunidos na noite de ontem no centro comunitário da Associação dos Moradores do Leporace. A revitalização e o processo de demolição das garagens transformadas em lojas comerciais monopolizaram o encontro.
A abertura foi com a apresentação das propostas de governo de cada candidato. Apenas Alexandre Ferreira (PSDB) preferiu focar seu discurso na importância dos centros comunitários, ao contrário dos outros participantes que englobaram vários temas.
A segunda parte foi aberta à participação dos moradores do bairro. O comerciante Elizeu Gonçalves, que também faz parte da entidade de moradores, acusou o atual governo de omissão e perguntou ao candidato do PSDB, se eleito, qual seria sua postura.
Ferreira optou por atacar a administração do PT por ter “enganado” os comerciantes e defendeu o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), alegando que não compete a ele intervir. Cassiano Pimentel (PV) defendeu a administração petista, declarando que ele foi o autor da lei que garantiu a permanência dos ambulantes no Centro e que faria o mesmo pelos comerciantes do Leporace.
Questionado sobre o tema, Marco Ubiali (PSB) falou da necessidade de revitalização do bairro e de um projeto federal para garantir a permanência das lojas. Gilson Pelizaro (PT) acusou a fiscalização da Prefeitura de motivar o Ministério Público a mover a ação e classificou de “atitude bárbara e covarde” a demolição das lojas.
O tema virou o foco da reunião, a ponto de o candidato Hamilton Chiarelo (PSol) deixar de responder a uma pergunta sobre saúde para falar das lojinhas. “Trata do povo de qualquer jeito e este é o resultado”, ironizou Chiarelo. Graciela Ambrósio (PP), que chegou atrasada em razão de uma viagem para Ribeirão Preto, e o candidato do PTC, Marcelo Bomba, pregaram o mesmo discurso.
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