Meio ambiente: grande procura faz espera por poda levar meses


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 Caminhão transporta galhos e troncos de árvores cortadas ao lado da Escola Municipal ‘Professora Luzinete Cortez Balieiro’, no Jardim Palestina
Caminhão transporta galhos e troncos de árvores cortadas ao lado da Escola Municipal ‘Professora Luzinete Cortez Balieiro’, no Jardim Palestina

Todos os dias, a Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente recebe entre 10 e 15 pedidos de moradores para cortar ou podar árvores em Franca. O serviço é realizado sem custos pela pasta, mas com a alta demanda demora de dois até três meses para ser executado. Três equipes trabalham todos os dias com cortes e podas de árvores em calçadas, canteiros centrais de avenidas, praças e escolas. A retirada de galhos ou total das espécies tem de ser feita com autorização da Prefeitura. As pessoas que o fizerem sem o aval do município e forem denunciadas ou flagradas poderão pagar multa. Mas os flagrantes são difíceis de serem feitos.

A solicitação do serviço deve ser feita na Central de Atendimento no Paço Municipal, que remete o pedido à Secretaria de Serviços e Meio Ambiente. Um técnico ambiental vistoria a árvore indicada e determina, baseado em leis, se há necessidade de poda ou corte. É verificado se as espécies apresentam risco de queda, se as raízes danificaram as calçadas, causam problemas em imóveis, atingem a rede de água e esgoto ou atrapalham alguma construção. Entre janeiro e agosto de 2012, foram realizadas 3.350 podas e cortadas 54 unidades. “O número de cortes é pequeno porque realmente fazemos um trabalho de fiscalização e levantamento técnico para saber se realmente a árvore necessita ser cortada. Nossa função na secretaria é plantar árvores, não é cortar.” O número podado é maior porque a CPFL Paulista assume as podas de árvores que atingem a rede elétrica.

O secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, disse que problemas são gerados em Franca porque há 30 anos foram plantadas espécies inadequadas nas calçadas, que costumam danificá-las.

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REAPROVEITADOS
Na terça-feira, a Prefeitura realizou podas das árvores na Praça 1º de Maio, na Estação. Os galhos e troncos gerados com as podas e cortes são reaproveitados. Os menores são enviados para local apropriado de descarte; os médios transformados em lenha para uso nas caldeiras que aquecem a piscina do Poliesportivo e os troncos, reutilizados para fazer tábuas de madeira, montar mata-burros e mourões - estacas usadas em cercas.

Quando ocorrem cortes, costuma-se realizar plantios de árvores para compensar as perdas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que os municípios tenham 12 metros quadrados de área verde por habitante. Franca está acima da média, segundo o secretário Ismar Tavares, com 14,5 metros de área arborizada por habitante. Novos plantios começarão a ser feitos nas calçadas a partir de outubro.

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