Pela segunda vez no mesmo dia, o Corpo de Bombeiros foi chamado para controlar um incêndio em uma propriedade próxima a APP (Área de Preservação Permanente) do Parque Castelo. As causas do incidente ainda estão sendo investigadas, mas há fortes indícios que trata-se de uma queimada visando a limpeza do terreno.
Os primeiros trabalhos aconteceram às 10 horas, quando uma moradora próximo ao local identificou as primeiras nuvens de fumaça. Os soldados dos bombeiros controlaram e eliminaram os focos do incêndio. Mas às 21 horas, a mesma vizinha pediu ajuda novamente. “O fogo tomou conta. Quando vimos, as árvores já estavam caindo. O incêndio estava enorme e tivemos que chamar os bombeiros de novo”, disse a dona de casa Simone Lopes Fernandes, 35.
Foram destacados ao local três caminhões-pipa e 18 soldados da corporação para controlar as chamas, que desta vez chegaram a mais de 10 metros de altura, segundo testemunhas. Os bombeiros fizeram todo o trabalho de contenção, tentando garantir que o fogo não atingisse uma casa desocupada. Contudo, o incêndio se espalhou e atingiu a APP que fica aos fundos do terreno. “Foi alguém que tentou limpar o terreno, mas com o tempo seco do jeito que está, as chamas se propagaram, rapidamente. Quando chegamos ao local pela manhã, havia fogo nas áreas mais rasteiras, desta vez o fogo atingiu a mata fechada. As chamas foram extintas, alguém colocou fogo de novo”, disse o sargento Faria.
De acordo com os bombeiros, técnicos de órgãos públicos do meio ambiente foram ao local, durante a tarde, para fotografar e delimitar a área destruída. Segundo o superintendente regional da Cetesb, Francisco Setti, o procedimento adotado é normal em casos onde existe desmatamento provocado por incêndio. “As fotografias e o uso do GPS são maneiras que usamos para ajudar a documentar o acontecido. Sempre que há um prejuízo em áreas de preservação, seja por desmatamento ou por incêndio, a multa é proporcional à área devastada. Hoje mesmo fizemos um patrulhamento em Ituverava e tinham queimado a APP. Então nós autuamos o proprietário, que é responsável por zelar pela proteção dela.”
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