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(Sou representante da Frente Monárquica da Franca, afiliado ao Pró-Monarquia e discente na Faculdade de Direito de Franca). Quão boa é a liberdade de expressão, casada com a liberdade de imprensa. Alguns grupos de nossa tão moralmente desgastada sociedade não sabem o tanto que isso é benéfico. Ou sabem, mas se iludem ao pensar que este princípio constitucional está postulado apenas para trabalhar a eles. São estes grupos os que se intitulam ‘’vermelhos’’, vivem ainda sob a égide do fracassado ideário comunista, que a própria história fez o bem de enterrar. Bem, vimos em nossa cidade, a outrora Villa Franca do Imperador, cena digna de ser classificada como bárbara, o ato de se expulsar de um universidade pública um conferencista, Sua Alteza Imperial e Real, Dom Bertrand de Orleans e Bragança. Tal ato pode ser classificado como totalitário, incoerente e desumano. Esses grupos não souberam respeitar o homem, o ancião, o jurista, o príncipe. O que me deixou perplexo foi a entrevista que um desses insurgentes deu a este Comércio no dia 9 de setembro. Disse que a Unesp, na qualidade de universidade, jamais poderia ter aceitado a presença de Sua Alteza para conferenciar sobre monarquia, e que ele não é um especialista sobre o assunto. Ora, se Dom Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach não é especialista no tocante à monarquia, quem o será? Os Bragança são legitimados pela fé e pelo sangue para serem quem são. Qualquer catedrático do assunto estuda sobre o assunto, os Bragança são o ‘’objeto’’ de estudo. Qualquer cidadão civilizado deveria saber disso. Fica meu repúdio ao terrível ato de barbárie, e meu clamor ao Altíssimo para que os responsáveis sejam punidos exemplarmente, para que à posteriori, a tão machucada face da Unesp de Franca não receba uma nova cicatriz de grupos insurgentes e insensatos.’’

Marcus Falleiros
Restinga - SP
 

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