Justiça Eleitoral começa a capacitar 2,7 mil mesários


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Marcelo Queiroz, chefe do Cartório Eleitoral da 46ª Zona Eleitoral, orienta mesários ontem durante treinamento
Marcelo Queiroz, chefe do Cartório Eleitoral da 46ª Zona Eleitoral, orienta mesários ontem durante treinamento

A Justiça Eleitoral começou a treinar, ontem, os 1.400 mesários que vão trabalhar nas sessões sob responsabilidade da 46ª Zona Eleitoral. Até o dia 21, os convocados vão assistir a palestras e vídeos na sede da OAB para que possam melhor atender o eleitor no dia 7 de outubro. A capacitação envolve instruções sobre os atos preparatórios e os procedimentos de operação da urna eletrônica. No total, serão 2.747 pessoas envolvidas com o processo eleitoral na cidade.

O trabalho do mesário é garantir o processo de votação. Eles são treinados para dar atendimento adequado a eleitores idosos, analfabetos ou com necessidades especiais. “Muitas pessoas foram chamadas pela primeira vez e precisam saber como é que funciona uma sessão e qual será o seu papel no dia da sessão. O treinamento é feito para que os eleitores sejam plenamente atendidos”, disse Marcelo Queiroz, chefe do Cartório da 46ª Zona Eleitoral.

Nivaldo Valério é um veterano. A próxima eleição será a 14ª que ele trabalha. São 26 anos de serviços prestados à Justiça Eleitoral. “Eu gosto de trabalhar no dia da eleição. Acho divertido o contato com os eleitores. Já me acostumei.” A professora Eneida das Graças Marchete começou a trabalhar como mesária há 20 anos. Foi promovida e, pela segunda vez, será chefe de seção. “Ser mesário exige paciência, discernimento, saber conversar e ajudar o próximo. É um privilégio poder exercitar a cidadania e participar deste momento.”

A escolha se dá por meio de convocação da Justiça ou inscrição espontânea. Grau de instrução, escolaridade e ocupação são os principais critérios. A maior parte dos mesários é formada por servidor público. Não é apenas pela cidadania que eles se inscrevem. Ser mesário tem lá as suas vantagens. “O servidor tem interesse em trabalhar nas eleições devido a uma contraprestação que ele tem, que são as folgas”, afirma Queiroz.

Para cada dia trabalhado, inclusive o treinamento de cerca de duas horas, o mesário ganhará dois dias de folga. Há ainda um auxílio-alimentação de R$ 22. Caso Franca tenha segundo turno, o mesário acumulará seis dias para folgar quando quiser.

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