A cena é conhecida. Bandidos montando em motos, escondendo os rostos com capacetes e armados com revólveres chegam em postos ou farmácias. Rendem as vítimas e levam dinheiro, entre R$ 100 e R$ 500, sob grave ameaça de morte. Segundo o setor de inteligência da Polícia Militar de Franca, baseado em dados divulgados pelo Infocrim (Sistema de Informações Criminais), entre janeiro e agosto deste ano, o crime descrito tem as características mais comuns dos roubos realizados na cidade (veja quadro nesta página).
A partir das informações, a PM pode traçar o “DNA dos assaltos” na cidade e planejar ações para combater esse crime. Na avenida Abrahão Brickmann, no Parque Leporace e no Jardim Portinari, onde houve uma onda de roubos, a polícia conseguiu reduzir a zero o número no mês de agosto (leia mais nesta página).
Nos oito meses de 2012, de acordo com o Infocrim, 479 assaltos foram registrados na cidade. Deles, 49% foram em comércios variados - como postos de combustíveis e farmácias. Seguindo o levantamento, 29% dos crimes aconteceram em via pública, com pessoas que caminhavam; 15% em residências; 5% no interiores de veículos; e apenas 2% na zona rural.
Em 65 dos casos, os bandidos empunhavam armas de fogo ou simulacros (armas de brinquedo ou blefe). Em 20% dos casos, assaltantes estavam armados com facas ou outras armas, e em 15% os ladrões agrediram suas vítimas com espancamento ou apenas fizeram ameaças.
As motos mostraram-se os veículos preferidos dos criminosos e estiveram presentes em 75% dos assaltos. Talvez por isso, a maioria dos ladrões também escondeu o rosto com capacetes: 80%.
Segundo o coordenador operacional do 15º Batalhão da Polícia Militar, major Marcelo Trevisan, a maioria dos crimes é cometida por usuários de drogas motivados pela falta de dinheiro para o consumo. Prova é que em 60% dos roubos foram levados valores entre R$ 100 e R$ 500. Em apenas 25% dos casos, os ladrões se arriscaram mais para levaram quantias maiores.
Com os números em mãos, a Polícia Militar arquitetou operações para combater as ações criminosas. Uma delas é a “Operação Cavalo de Aço”, realizada todos os dias em vários pontos da cidade, em buscas de motos utilizadas em crimes. “Nós estivemos analisando estes números e também temos conhecimento das outras cidades. Nós trabalhamos com comparação e com análise de dados. Andamos fazendo operações direcionadas para parar motocicletas, e principalmente analisando o modus operandi dos meliantes. Com isso temos conseguido diminuir as ocorrências”, disse o comandante.
Se não há um número fechado em 2012, os números do ano passado mostram que a redução é real. Foram registrados 597 roubos em 2011, contra 649 no ano anterior. Redução de 8%.
Veja o quadro:

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