Tem sido corriqueiro ler noticias sobre agressões físicas e verbais de alunos a professores em escolas públicas. (...) Recentemente, um foi agredido por alunos, mas, o caso parece ser mais um a compor estatísticas. O que me deixa perplexo é não haver mobilização de setores da sociedade para mudar esse quadro. Às vésperas das eleições, candidatos prometem lutar por educação melhor e falam em tempo integral sem sequer conhecer a realidade da sala de aula. Os filhos (de vários desses) estudam em escolas particulares e, sequer entraram em escola pública. Falam também da precariedade da saúde pública (só por ouvirem dizer). São só caçadores de votos. Ganhando, esquecem-se do que prometeram. Não tomei conhecimento de nenhum ato de desagravo da Apeoesp (ao professor agredido). Será que a (entidade), ao menos, o procurou para solidarizar-se? E outros professores? Certamente dizem que nada podem fazer. (...) A luz vermelha está acesa. Por que não a OAB se engajar em luta por defesa de professores? Nos EUA, Martin Luther King liderou movimento pela igualdade de direitos civis entre negros e brancos. Seu famoso discurso – ‘Eu tenho um sonho’ – se torna real (...) quando pessoas se unem e vão à luta. Quem sabe, um dia, professores deixem de ser classe inerte, frouxa, e radicalizem para dar basta a esse estado de coisas.
Domingos Fúlvio Nascimento
Franca - SP
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