Calor deve ficar mais forte a partir de terça


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Jonathan Gabriel bebe água em bebedouro da praça Nossa Senhora, no Centro de Franca
Jonathan Gabriel bebe água em bebedouro da praça Nossa Senhora, no Centro de Franca

Sem chuva há 53 dias, os francanos têm sido castigados pelo forte calor e o clima extremamente seco. A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) para esta semana em Franca não é nem um pouco animadora. As temperaturas podem ultrapassar a barreira dos 30ºC e bater recorde na terça e quarta-feiras. Os termômetros devem subir por causa da persistência da massa de ar quente e seco que atua sobre a região norte do Estado, onde está Franca.

Os índices de umidade do ar também continuarão causando sofrimento. Devem ser inferiores a 20% neste domingo e ter ligeiro aumento na segunda-feira. Ontem à tarde, a estação do Inmet registrou 28%, a mínima do dia. A temperatura máxima atingiu 30,1ºC, mas um termômetro da avenida Brasil marcava 35ºC - essa medição não é considerada correta porque o aparelho está sob o sol.

O meteorologista do Inmet Franco Vilela disse que na sexta-feira há possibilidade de chuviscar em Franca. “A entrada de umidade por Minas Gerais na região norte do Estado pode provocar chuviscos, mas a chance é pequena.”

A longa estiagem enfrentada em 2012 - a última chuva em Franca ocorreu em 18 de julho - preocupa a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de Estado de São Paulo), responsável pelo abastecimento de água na cidade e em Restinga. Racionamentos de água não estão descartados, especialmente neste mês, quando as temperaturas costumam ser elevadas. Nos dias 1º e 4 de setembro, moradores dos Jardins do Éden e Cambuí já ficaram sem água.

O feriado prolongado de 7 de Setembro deixou a Sabesp em alerta mais uma vez. Sábado é tradicionalmente o dia em que mais se consome água em Franca porque as pessoas costumam limpar a casa, lavar roupas e carros. Mas, segundo o gerente distrital da companhia, Rui Engracia, o consumo não foi exagerado. “Está tranquilo. Na sexta-feira o comércio e as indústrias não funcionaram e acredito que algumas pessoas estavam fora, então os níveis dos reservatórios de água estão normais. Imagino que as pessoas também estão mais contidas no consumo por conta dos nossos alertas.”

Além da falta de chuvas, que reduz a vazão nos rios de abastecimento dos reservatórios da Sabesp, e o consumo alto, os serviços que a CPFL Paulista realizaria hoje numa das subestações da Sabesp poderiam comprometer o fornecimento de água na cidade. A Sabesp solicitou, então, o adiamento dos reparos e foi atendida. A CPFL desligaria a energia elétrica por quatro horas, o que, segundo Rui Engracia, provocaria uma queda de 15% na produção do Rio Canoas porque interromperia o bombeamento da água.

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