‘Viciado’ em academia malha de madrugada


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O comerciante Cleomar Orlando Gomide malha na Grilo Academia às 5h30 da manhã; amigo do dono, ele tem a chave para entrar mais cedo
O comerciante Cleomar Orlando Gomide malha na Grilo Academia às 5h30 da manhã; amigo do dono, ele tem a chave para entrar mais cedo

Os relógios afixados nas paredes marcam 5h30 e a televisão exibe aulas do Telecurso na Rede Globo. Enquanto a maioria dos francanos ainda dorme, um grupo de cinco homens malha na Grilo Academia. O comerciante Cleomar Orlando Gomide, o auxiliar de escritório Matheus Victor Silva e o vistoriador Adriano Maia Sampaio fazem parte do grupo. Alguns deles saem do trabalho e vão direto para a musculação, outros antecipam os horários dos exercícios para evitar o movimento maior nas academias em outros períodos.

Cleomar, de 52 anos, diz frequentar academias de ginástica há 22 anos. De segunda a sexta-feira, ele se levanta às 3h30 e percorre de moto dois quilômetros do Jardim Redentor, onde mora, até a Grilo Academia, na Vila Nicácio. Se exercita na esteira e bicicleta ergométrica e outros aparelhos por cerca de uma hora. Costuma começar às 4h20 e parar por volta de 5h30.

“Sou amigo do dono e tenho até a chave da academia para chegar mais cedo e poder entrar. Eu gosto do ar mais fresco nessa hora do dia e da academia vazia, mais tranquila.” O horário normal de abertura é 6 horas.

Cleomar começou a frequentar academias para fortalecer os músculos e “viciou”. “Deixo de comer, mas não largo a academia. Isso aqui cura até doença, gripe, resfriado. É bom para a saúde, a estética física e a autoestima”, disse.

O professor universitário Jucemar da Silva, 33, frequenta a academia de três a quatro vezes por semana, durante uma hora e meia por dia, mas não de madrugada. Antes de se tornar aluno da Bioftness, ele precisou vencer algumas barreiras.

“Depois de me formar em direito, senti a necessidade de fazer uma atividade, mas nunca procurava academia porque tinha uma certa resistência e preconceito até de estar num ambiente fechado, então fazia caminhada e corria. Depois resolvi me matricular e não saí mais.”

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